Cavalos e Suas Origens: Gidran — A Raça Húngara que Sobrou em Treze Éguas
O Gidran é uma raça húngara criada em Mezőhegyes desde 1816, com medalha olímpica em 1928. História de quase extinção e renascimento após o retorno ao haras.
O Gidran é uma raça húngara criada em Mezőhegyes desde 1816, com medalha olímpica em 1928. História de quase extinção e renascimento após o retorno ao haras.

| Cabeça | Proporcional ao corpo, perfil reto, olhos grandes e expressivos, narinas abertas. O refinamento vem do árabe. |
| Pescoço | De comprimento e inserção médios, bem dirigido. Pescoço baixo e pouco musculado é defeito que exclui da reprodução. |
| Peito e dorso | Peito largo e profundo, boa capacidade pulmonar. Ombros oblíquos e musculosos, herança do inglês, que deram o trote amplo. |
| Garupa e membros | Garupa longa e levemente inclinada. Membros secos, articulações limpas e bem definidas. |
| Pelagem | Exclusivamente alazã, do castanho claro ao acobreado intenso. Nenhum outro tom é aceito para reprodução. |
| Temperamento | Sangue quente, energia e reatividade altas. Cria vínculo forte com quem sabe montar, e é difícil de manejar nas mãos de um iniciante.³ |
O Gidran é uma linhagem específica de Anglo-Árabe, com genealogia documentada até o garanhão Gidran Senior, stud book fechado e pelagem exclusivamente alazã exigida para registro. Um Anglo-Árabe comum pode ter qualquer combinação de Árabe e Puro-Sangue Inglês, sem essas restrições.
Não. É um cavalo de sangue quente, com energia e reatividade altas. Funciona bem com cavaleiros experientes, que saibam trabalhar com consistência e paciência.
É uma afirmação do haras húngaro de Szilvásvárad, não confirmada pelos registros olímpicos. O ouro no salto individual em Amsterdã foi para o Capitão František Ventura, da Tchecoslováquia, com o cavalo Eliot. Os húngaros afirmam que Eliot era de origem Gidran, hipótese plausível mas sem documento que a comprove.
A escassez é tão grande que muitos criadores não vendem, priorizando a reprodução. Quando negociados na Europa, exemplares registrados podem custar de 5.000 a mais de 30.000 euros, dependendo da linhagem e do treinamento.
A exigência se consolidou ao longo do desenvolvimento da raça, quando os criadores associaram os animais alazães a melhor conformação e desempenho. Há também uma razão genética para a regra se sustentar: o alazão é uma cor recessiva, então dois cavalos alazães só geram potros alazães. Selecionando apenas animais dessa cor, a raça a fixa de forma estável, geração após geração. Com o tempo, virou critério formal de registro e parte da identidade do Gidran.