Cavalos e Suas Origens: Gidran — A Raça Húngara que Sobrou em Treze Éguas

O Gidran é uma raça húngara criada em Mezőhegyes desde 1816, com medalha olímpica em 1928. História de quase extinção e renascimento após o retorno ao haras.

Cavalos e Suas Origens: Gidran — A Raça Húngara que Sobrou em Treze Éguas
Gidran alazão — a pelagem castanho-avermelhada é obrigatória para registro oficial na raça
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Em 1816, o Barão von Fechtig comprou um garanhão árabe do deserto, alazão escuro, de patas dianteiras brancas e cerca de 155 cm de altura, e o levou ao haras imperial de Bábolna, na Hungria. Era pequeno demais para impressionar. Os registros o anotaram como Gidran Senior. Ninguém ali imaginou que aquele cavalo daria nome a uma raça inteira. Nem que, em 20 de março de 1920, a raça inteira dependeria de apenas treze éguas reprodutoras.
1816Chega o garanhão fundador
13Éguas restantes em 1920
500+Éguas hoje
Das 98 éguas reprodutoras do plantel, o exército romeno levou 74 e outras onze se perderam. O que restou foi refeito, derrubado de novo por uma segunda guerra, e reduzido a um punhado pela terceira vez com o fim da cavalaria. Hoje são mais de 500 éguas, o maior número em dois séculos. Resta a pergunta: quantas vezes um cavalo pode quase acabar e ainda voltar?

O Gidran é uma raça húngara do tipo Anglo-Árabe, cruzamento de cavalo Árabe com Puro-Sangue Inglês, criada desde 1816 no haras de Mezőhegyes. Tem pelagem exclusivamente alazã, mede de 155 a 168 cm e é classificada como raça em risco pela FAO, a agência da ONU para a alimentação e a agricultura.¹

O começo de tudo: um garanhão vindo do deserto

Gidran Senior vinha da linhagem árabe Siglavy Gidran, das areias de Nejd, no coração da Arábia. O nome da raça nasceu aí: os registros anotaram o garanhão como Gidran Senior, e o "Gidran" que ele trazia no nome da linhagem passou aos seis filhos e, por fim, à raça inteira. Ele ficou no haras imperial de Bábolna, e a partir de 1817 o haras estatal de Mezőhegyes, fundado por decreto imperial em 1784 na Grande Planície Húngara e um dos maiores centros de criação de cavalos do Império, passou a lhe enviar éguas para cobrir.²

As matrizes vinham de origens variadas: holstein, mecklemburguesas, húngaras, transilvanas, árabes e moldavas. Dessas coberturas saíram seis filhos que se tornariam os garanhões fundadores da raça, Gidran I a IV, nascidos em 1818, e Gidran V e VI, nascidos em 1820. Os seis foram levados de Bábolna a Mezőhegyes, onde a raça tomaria forma, e deles saíram 66 descendentes na primeira geração. O nome do pai virou o nome de todos eles, e da raça.

A virada: quando entrou o sangue inglês

Nas primeiras décadas, o Gidran era um cavalo de herança árabe. Cruzamento sobre cruzamento, os animais foram crescendo e ganhando massa, e com isso vieram defeitos: cabeça e pescoço altos demais, ombros retos, andamentos curtos. A partir da segunda metade do século XIX, o haras passou a introduzir o Puro-Sangue Inglês no plantel para corrigir a estrutura.²

O inglês trouxe ombros mais oblíquos, passo mais longo e elástico, garupa mais musculosa. A altura subiu, os andamentos ficaram mais fluidos. Em 1885, o Ministério da Guerra austríaco reconheceu o Gidran como raça independente. Do fim do século XIX até a Primeira Guerra, ele se firmou como um dos cavalos de esporte mais procurados da Europa Central, com dezesseis famílias de éguas e cerca de cem matrizes em reprodução.²

Esse cruzamento que define o Gidran, sangue árabe sobre Puro-Sangue Inglês, tem nome próprio: Anglo-Árabe. E não é estranho ao Brasil, onde o Anglo-Árabe é criado com registro próprio. O Puro-Sangue Inglês, uma das duas raças que formam o Gidran, é considerado indispensável na criação esportiva brasileira, presente na formação do Brasileiro de Hipismo. O Gidran é uma versão extrema dessa escola: o árabe e o inglês cruzados não para a pista, mas para a cavalaria e o campo, e depois trancados num stud book húngaro fechado.

Como é o Gidran

É um cavalo de bom porte para um descendente de árabe: de 155 a 168 cm na cernelha, enquanto o próprio fundador tinha cerca de 155, no piso da faixa atual. A diferença tem explicação: o árabe do deserto é uma raça naturalmente pequena e refinada, e o Gidran só ganhou altura ao longo das gerações, à medida que o Puro-Sangue Inglês entrou no plantel. Visto de perto, o sangue árabe está no rosto e o sangue inglês no corpo.²
CabeçaProporcional ao corpo, perfil reto, olhos grandes e expressivos, narinas abertas. O refinamento vem do árabe.
PescoçoDe comprimento e inserção médios, bem dirigido. Pescoço baixo e pouco musculado é defeito que exclui da reprodução.
Peito e dorsoPeito largo e profundo, boa capacidade pulmonar. Ombros oblíquos e musculosos, herança do inglês, que deram o trote amplo.
Garupa e membrosGarupa longa e levemente inclinada. Membros secos, articulações limpas e bem definidas.
PelagemExclusivamente alazã, do castanho claro ao acobreado intenso. Nenhum outro tom é aceito para reprodução.
TemperamentoSangue quente, energia e reatividade altas. Cria vínculo forte com quem sabe montar, e é difícil de manejar nas mãos de um iniciante.³

No esporte

Para uma raça que tantas vezes ficou com poucos animais, o histórico no esporte é longo. Os melhores saltadores do período entreguerras eram de origem Gidran, e o haras produziu, depois, cavalos que competiram em alto nível na Europa. O garanhão Aggressor, por exemplo, chegou às finais dos Jogos Equestres Mundiais de Haia, em 1994.²

O ouro de 1928O título individual de salto nos Jogos de Amsterdã foi para o Capitão František Ventura, da Tchecoslováquia, montando Eliot. O haras húngaro de Szilvásvárad afirma que Eliot era de origem Gidran. A compra de cavalos húngaros por outros países era comum na época, o que dá algum fundamento à versão. A ligação entre Eliot e o Gidran continua, porém, uma hipótese plausível, mas não comprovada.

A raça que sobrou em treze éguas

A Primeira Guerra Mundial mal tocou o plantel de Mezőhegyes. O golpe veio depois. Em 2 de maio de 1919, o exército romeno ocupou o haras. Das 98 éguas reprodutoras Gidran do inventário, as tropas levaram 74 como espólio de guerra, e outras onze se perderam. No dia 20 de março de 1920, restavam treze.² Numa raça, é a base de éguas que mede a margem de sobrevivência: um único garanhão serve dezenas de matrizes, e sem matrizes não há de onde recomeçar.

Os criadores que ficaram recompuseram o plantel égua por égua. Em 1934, o alemão Gustav Rau, um dos grandes hipólogos da época, isto é, estudiosos da criação de cavalos, descreveu a recuperação como um "milagre hipológico". Em 1944 havia de novo noventa éguas.

A Segunda Guerra desfez o milagre. Em 1944, com a frente se aproximando, o plantel foi evacuado em etapas: primeiro para o oeste da Hungria, depois para a Áustria e, por fim, para Bergstetten, na Baviera. O que ficou para trás em Mezőhegyes se perdeu. Cinquenta e cinco éguas chegaram a Bergstetten, e a maior parte se perdeu no caos do fim da guerra.

Foram precisos três anos de buscas pela Europa arrasada para reaver o que ainda dava. Em 1948, vinte e oito voltaram a Mezőhegyes: vinte e duas matrizes recuperadas no oeste e seis jovens que tinham sobrado no haras de Kisbér. Das noventa de 1944, era o que restava, e a raça recomeçava de um punhado pela segunda vez em uma só geração.⁸ ⁹

A terceira ameaça veio sem inimigo. O fim da cavalaria militar e a mecanização da lavoura tiraram do Gidran a razão de existir. Em 1957, o plantel foi transferido de Mezőhegyes para a fazenda estatal de Dalmand, onde se misturou ao rebanho comum e deixou de ser mantido como raça à parte. Foi essa diluição, não um massacre, que abriu o fundo verdadeiro. 

Por volta de 1975, o que restava de Gidran puro eram três garanhões e dezesseis éguas. As treze éguas de 1920 ainda formavam uma raça inteira e organizada; os poucos animais de 1975 eram o que sobrara depois de a raça quase se diluir em outras. Foi o ponto mais baixo de toda a sua história.²
A virada veio dos anos 1970. Com a raça à beira de se dissolver, a Hungria abriu um programa de resgate das suas raças antigas. Em 1975, a autoridade nacional de criação fundou um plantel novo em Borodpuszta, reunindo cerca de vinte éguas de origem Gidran garimpadas na criação comum do país. Foi o começo da reconstrução.²

Mas a recuperação plena da diversidade só veio depois de 1989, e fechou um círculo aberto setenta anos antes. As matrizes que o exército romeno levara em 1919 tinham sido criadas, puras, no haras de Rădăuți, na Romênia, geração após geração. 

Com a queda do regime, criadores húngaros voltaram a comprar daquele plantel: sessenta e uma éguas e mais de uma dúzia de garanhões cruzaram a fronteira de volta e devolveram à raça a diversidade que lhe faltava. O saque de 1919 acabou virando o reservatório que salvou o Gidran.² ⁸

O que a ciência descobriu

Depois de tudo isso, sobrava uma pergunta que nenhum livro de registro respondia sozinho: quanto da raça original ainda corria no sangue das éguas que restaram? Em 2016, uma equipe da Universidade de Debrecen, liderada por Nikolett Sziszkosz, foi atrás da resposta, no primeiro estudo genético da raça. Os pesquisadores leram o DNA mitocondrial, a parte do material genético que passa apenas de mãe para filho, em 260 éguas de todas as 31 famílias maternas do Gidran.⁴

O resultado contrariou o esperado. Mesmo depois de tantos gargalos, a raça guardava uma variedade genética alta, com várias linhagens maternas que a ciência ainda não tinha descrito. Os autores resumiram o achado em uma frase: o Gidran "ainda possui alta diversidade genética apesar de sua história".

Um estudo de 2022, também de Debrecen, chegou à mesma conclusão por outro caminho, reconstruindo a árvore genealógica de mais de 47 mil cavalos das três raças que Mezőhegyes criou a partir do mesmo plantel de éguas. Ele mostra o quanto a base do Gidran é estreita: apenas nove ancestrais respondem por metade de toda a variação genética da raça, e cerca de 70% dos animais têm algum grau de parentesco. Ainda assim, os cálculos indicam que a raça é geneticamente sustentável. Ou seja, o Gidran é raro e está em risco pelo número de cavalos, mas não pela genética. São duas coisas diferentes.⁷

No fundo, é isso que os dois estudos contam. O tamanho de um plantel não decide sozinho se uma raça resiste. Decide o que se faz com a diversidade que sobra. No Gidran, cada família materna foi mapeada e preservada uma a uma, e o sangue que faltava foi reposto com animais trazidos de fora. A raça não voltou por sorte. Voltou porque alguém soube exatamente o que estava salvando.

De volta a Mezőhegyes

Em 2016, uma lei húngara recriou o Haras Nacional de Mezőhegyes, agora com a tarefa de preservar o Gidran. Em outubro de 2017, depois de quase cinquenta anos de ausência, cerca de cem Gidrans voltaram ao haras onde a raça nascera. Em 2019 foi fundada a Associação Húngara de Criadores de Cavalos Gidran, que desde janeiro de 2020 administra o stud book e os programas de reprodução. Em janeiro de 2023 o número de éguas registradas passou de 500.¹
Quantos existemAs fontes divergem sobre o tamanho atual da raça. Números mais antigos, ainda em circulação, falam em cerca de 200 animais no mundo. A associação húngara, que administra o stud book desde 2020, registrava mais de 500 éguas só na Hungria em janeiro de 2023. A diferença é de data e de fonte: uma estimativa mundial antiga contra o registro atual.¹
O garanhão que parecia pequeno demais para impressionar, em 1816, tem hoje mais descendentes do que em qualquer momento de sua história. Um exército, duas guerras e uma era inteira de tratores não conseguiram apagar o que ele começou. Quantas vezes um cavalo pode quase acabar e ainda voltar? Por ora, mais vezes do que parecia possível.

Linha do tempo do Gidran

1784Fundação do haras imperial de Mezőhegyes, na Grande Planície Húngara.
1816O Barão von Fechtig compra o garanhão árabe Gidran Senior e o leva a Bábolna.
1818-1820Nascem os seis filhos fundadores, Gidran I a VI, base de toda a raça.
1885O Ministério da Guerra austríaco reconhece o Gidran como raça independente.
1920Após o exército romeno levar 74 das 98 éguas, restam treze reprodutoras.
1944O plantel volta a noventa éguas.
1948A Segunda Guerra reduz a raça a vinte e oito éguas, repatriadas de Bergstetten.
1975Diluída em Dalmand, a raça pura chega ao fundo, três garanhões e dezesseis éguas, e começa a reconstrução em Borodpuszta.
1989+Reimportações do haras romeno de Rădăuți devolvem à raça a diversidade genética perdida.
2004O Parlamento húngaro declara o Gidran patrimônio nacional.
2017Cerca de cem Gidrans voltam a Mezőhegyes após meio século de ausência.
2023O plantel passa de 500 éguas, recorde de toda a história da raça.

Curiosidades

O fundador não passaria na própria regraGidran Senior media cerca de 155 cm. Os garanhões da raça que ele fundou medem hoje de 160 a 168 cm na cernelha, piso em que ele não entraria. O cavalo que deu origem ao Gidran ficaria abaixo do padrão atual.
A pelagem que não abre exceçãoO stud book exige pelagem alazã para registro, sem exceção. Não é preferência estética, é critério de seleção consolidado ao longo de dois séculos e parte da identidade da raça.
Diversidade onde se esperava o contrárioO esperado era uma raça empobrecida por tantos gargalos. O DNA mostrou o contrário: diversidade alta de linhagens maternas, graças às importações que recolocaram sangue perdido.
Patrimônio nacional por leiEm 2004, o Parlamento húngaro declarou o Gidran patrimônio nacional, junto com as outras raças nascidas em Mezőhegyes, oficializando o dever do Estado de mantê-lo vivo.

Ficha técnica do Gidran

OrigemMezőhegyes, Hungria, desde 1816.
Garanhão fundadorGidran Senior, linhagem Siglavy Gidran, árabe do deserto, cerca de 155 cm.
ClassificaçãoAnglo-Árabe húngaro (Árabe sobre Puro-Sangue Inglês).
AlturaÉguas de 155 a 167 cm, garanhões de 160 a 168 cm na cernelha.
PelagemExclusivamente alazã.
TemperamentoEnergia e inteligência altas. Não indicado para iniciantes.
AptidãoSalto, concurso completo, enduro, atrelagem, adestramento.
Stud bookAssociação Húngara de Criadores de Cavalos Gidran, desde 2020.
Status FAORaça em risco de extinção.
População atualMais de 500 éguas registradas (jan. 2023), recorde da raça.

O Gidran existe no Brasil?

Não há registro de exemplares puros de Gidran no Brasil, e a raça é rara mesmo na Europa, concentrada na Hungria. O que existe aqui é a fórmula que lhe deu origem. O cruzamento Anglo-Árabe é criado no Brasil, e tanto o Árabe quanto o Puro-Sangue Inglês estão na base de cavalos de esporte brasileiros como o Brasileiro de Hipismo. Conhecer o Gidran é conhecer um parente extremo dessa mesma escola de criação.
Qual a diferença entre o Gidran e um Anglo-Árabe comum?

O Gidran é uma linhagem específica de Anglo-Árabe, com genealogia documentada até o garanhão Gidran Senior, stud book fechado e pelagem exclusivamente alazã exigida para registro. Um Anglo-Árabe comum pode ter qualquer combinação de Árabe e Puro-Sangue Inglês, sem essas restrições.

O Gidran serve para iniciantes?

Não. É um cavalo de sangue quente, com energia e reatividade altas. Funciona bem com cavaleiros experientes, que saibam trabalhar com consistência e paciência.

O Gidran realmente ganhou ouro olímpico em 1928?

É uma afirmação do haras húngaro de Szilvásvárad, não confirmada pelos registros olímpicos. O ouro no salto individual em Amsterdã foi para o Capitão František Ventura, da Tchecoslováquia, com o cavalo Eliot. Os húngaros afirmam que Eliot era de origem Gidran, hipótese plausível mas sem documento que a comprove.

Quanto custa um Gidran?

A escassez é tão grande que muitos criadores não vendem, priorizando a reprodução. Quando negociados na Europa, exemplares registrados podem custar de 5.000 a mais de 30.000 euros, dependendo da linhagem e do treinamento.

Por que o stud book exige pelagem alazã?

A exigência se consolidou ao longo do desenvolvimento da raça, quando os criadores associaram os animais alazães a melhor conformação e desempenho. Há também uma razão genética para a regra se sustentar: o alazão é uma cor recessiva, então dois cavalos alazães só geram potros alazães. Selecionando apenas animais dessa cor, a raça a fixa de forma estável, geração após geração. Com o tempo, virou critério formal de registro e parte da identidade do Gidran.

Fontes

  1. Associação Húngara de Criadores de Cavalos Gidran. Stud book oficial, números atuais e datas do renascimento. gidranegyesulet.hu.
  2. Állami Ménesgazdaság Szilvásvárad e Magyar Lótenyésztők Országos Szövetsége (Federação Húngara de Criadores de Cavalos). História detalhada das quedas de 1920 e 1948, da retirada romena de 1919, da diluição em Dalmand, da reconstrução em Borodpuszta a partir de 1975 e das reimportações do haras de Rădăuți após 1989. menesgazdasag.hu; mlosz.hu.
  3. FEI (Fédération Équestre Internationale) e registros esportivos húngaros. Aptidões, temperamento e resultados em competição.
  4. Sziszkosz N, Mihók S, Jávor A, Kusza S (2016). Genetic diversity of the Hungarian Gidran horse in two mitochondrial DNA markers. PeerJ 4:e1894. Universidade de Debrecen. doi.org/10.7717/peerj.1894.
  5. Jónás S, Hajba N, Mihók S, Vörös J (2006). Monograph of the Gidran horse. Debrecen: Center-Print Press. E Mihók S (2005), Gidran studbook. Âncoras históricas da raça.
  6. FAO DAD-IS (Sistema de Informação sobre Diversidade de Animais Domésticos), banco da FAO sobre o status de conservação das raças, consultável por busca em fao.org/dad-is. É um sistema de consulta, sem página fixa por raça, por isso sem link direto aqui. A classificação do Gidran como raça em risco é afirmada pelo estudo genético (fonte 4), cujo link abre direto.
  7. Klein R, Oláh J, Mihók S, Posta J (2022). Pedigree-Based Description of Three Traditional Hungarian Horse Breeds. Animals 12(16):2071. Análise de genealogia de mais de 47 mil cavalos do Gidran, Furioso-North Star e Nonius, com gerações, parentesco e tamanho efetivo de população. doi.org/10.3390/ani12162071.
  8. Gidrán Lótenyésztők Magyarországi Egyesülete (Associação Húngara de Criadores de Cavalos Gidran). História da raça: evacuação na Segunda Guerra, as 55 éguas levadas a Bergstetten e o retorno de 28 (22 matrizes do oeste mais 6 de Kisbér) em 1948. gidranegyesulet.hu/fajtatortenet.
  9. Nemzeti Ménesbirtok és Tangazdaság Zrt. (Haras Nacional de Mezőhegyes). História do haras: evacuação dos bens e animais em quatro comboios de quarenta vagões, via oeste da Hungria e Áustria até Bergstetten, na Baviera, e a perda de cerca de 95% do plantel ao fim da guerra. mezohegyesbirtok.hu.
André Ferreira

André Ferreira

André Ferreira é o responsável pela direção editorial do Multicavalos. Sua área é a pesquisa: reunir a origem e a história de cada raça a partir de fontes primárias, confrontá-las quando discordam e separar o que é dado firme do que é estimativa. É um trabalho de documentação, e cada perfil do acervo passa por esse cuidado antes de ir ao ar.