Cavalos e Suas Origens: Cavalo Bretão — O Melhorador de Tração da Bretanha

O cavalo bretão, raça de tração da Bretanha, chegou ao Brasil pela artilharia do Exército. Hoje suas éguas viram amas de leite, o uso mais inesperado da raça.

Cavalos e Suas Origens: Cavalo Bretão — O Melhorador de Tração da Bretanha
O alazão de crina e cauda lavadas, mais claras que o corpo, virou a marca do bretão depois que os juízes dos anos 1970 passaram a privilegiar a pelagem nos concursos. Aqui, um bretão à beira-mar em Portsall, na costa norte do Finistère. Foto: Superbass / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
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A partir de 1932, o Exército brasileiro cruzou o Atlântico atrás de um cavalo específico: um animal baixo e atarracado da Bretanha, no noroeste da França, capaz de rebocar a artilharia pesada que os cavalos comuns não aguentavam. Décadas depois, quando os caminhões aposentaram os canhões puxados a cavalo, o bretão perdeu o motivo de estar aqui e poderia ter sumido do Brasil como já sumia da Europa. Em vez disso, encontrou um ofício que ninguém havia imaginado para um cavalo de tração.
1909Stud book na França
25 L/diaLeite da égua bretã
BrasilÚnico registro fora da França
O Cavalo Bretão, em francês Trait Breton, é a raça de tração da Bretanha conhecida por reforçar cavalos pesados em vários continentes. Compacto, musculoso e de porte médio para um cavalo pesado, foi exportado aos milhares no início do século XX para dar força e porte a outras raças de tração, da América ao Japão.⁶ ⁷

O stud book oficial, o livro genealógico da raça, é mantido pela Association Nationale du Cheval de Trait Breton (ANCTB), e no Brasil a criação cabe à Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Bretão (ABCCB), fundada em 1982.¹

Do bidet de sela ao cavalo de arado

A Bretanha fica na ponta noroeste da França, uma península voltada para o Atlântico, de chuva, vento e solo pobre. Tem forte herança céltica, como a Irlanda e a Escócia, com idioma próprio e uma cultura rural e marítima diferente do resto da França.¹¹ ⁹

Dessa terra saiu o bidet breton, palavra francesa para um cavalo pequeno e rústico de sela. Ele andava na andadura: os membros de um mesmo lado avançavam quase em conjunto, num balanço lateral macio, sem o solavanco do trote, que poupava o cavaleiro nas viagens longas.⁸ Conta-se que seus ancestrais teriam sido levados à Bretanha pelos celtas, embora a origem exata se perca antes de qualquer registro escrito.⁵

A partir do fim do século XVII, os criadores da região começaram a transformar esse cavalo de sela em cavalo de tração e atrelagem, acompanhando a melhoria das estradas. O bidet foi cruzado com raças de tração maiores, entre elas o Ardenais e o Percheron, e com cavalos orientais ao longo dos séculos. Cada onda de cruzamento deixava um tipo um pouco diferente, e todos eram chamados de bretão.⁹ ⁵

Éguas do Léon e garanhões Norfolk: nasce o Postier

No fim do século XIX e início do XX, criadores do Léon, no Finistère, o departamento do extremo oeste da Bretanha, cruzaram éguas bretãs locais com garanhões Norfolk ingleses, um cavalo de trote rápido.⁵ ⁹ Desse cruzamento nasceu o Postier Breton, mais ágil e veloz que o tipo pesado, de andamento alto e enérgico, parecido com uma versão mais leve do Suffolk Punch, raça de tração inglesa.⁶

O nome vem da posta, o serviço de correio e transporte por cavalos. O Postier puxava diligências, servia ao correio e à artilharia, e seus ancestrais foram muito usados pela artilharia da Grande Armée de Napoleão.¹ ⁶ Era um cavalo de tração capaz de andar depressa, combinação rara num animal pesado, e a própria associação francesa o chama de fleuron, a joia da raça.¹

Ao lado dele firmou-se o Trait Breton propriamente dito, criado sobretudo na costa norte da Bretanha a partir de sangue Ardenais e Percheron: maior, mais pesado e musculoso, voltado para o trabalho agrícola e florestal mais duro.⁶ ⁷ Os dois tipos correriam juntos a história seguinte.

Sangue bretão no Canadense, no Schleswig e no Ban-ei

O começo do século XX foi a idade de ouro do bretão. A modernização dos transportes multiplicou as vendas, e da estação ferroviária de Landivisiau, no Finistère, partiam trens lotados de cavalos para todas as regiões da França. De lá, por navio, seguiam para a Itália, a Espanha, a Alemanha, a Inglaterra, o norte da África, o Japão e a América do Sul.⁸ ¹ ⁶

O mundo não comprava só animais de trabalho, comprava reprodutores. Cruzado com éguas locais, o garanhão bretão passava o seu porte e a sua força aos descendentes, e entrou na formação de raças de tração de vários países.

No Canadá, contribuiu para o Cavalo Canadense, ainda no tempo da colônia francesa. Na Europa, reforçou o Franches-Montagnes suíço e o Schleswig alemão (este depois da Segunda Guerra), e está na origem do Hispano-Bretão espanhol e do Tiro Pesante Rapido, o cavalo de tração italiano. No Japão, é uma das raças pesadas por trás do Ban-ei, usado em corridas de tração.⁶ ⁷

No auge dessa fama, a raça se organizou. O stud book nasceu em 1909, segundo o DAD-IS da FAO, a princípio com livros separados para o Trait e para o Postier. Em 1912 os dois viraram seções de um mesmo livro, reunidas de vez em 1920, ano em que também se formou o sindicato de criadores da raça. Em 1951, já com o trator se espalhando, o registro foi fechado a sangue de fora.⁶ ⁷

O trator esvazia os estábulos da Bretanha

Até meados do século XX, o cavalo era abundante na Bretanha. Em 1948, a região era uma das mais ricas em cavalos da França, com cerca de dezenove por quilômetro quadrado no Finistère, e o comércio era intenso: só em 1939, dezoito mil deles foram vendidos para fora.⁶ Depois veio o trator. Nas décadas seguintes, a máquina assumiu o arado e o transporte, a demanda despencou, e o animal que arava, puxava carga e diligência ficou sem ofício.⁸

Nesse ponto, a maioria das raças de tração europeias entrou em colapso. O bretão sobreviveu, mas o preço da sobrevivência foi alto.

A carne sustenta a raça e divide os criadores

Sem o trabalho agrícola, a criação do bretão passou a se sustentar principalmente na produção de carne.¹⁰ ⁶ O consumo de carne de cavalo, a hipofagia, é mais comum em alguns países europeus do que no Brasil, e a maior parte dos bretões abatidos na França se destina ao mercado italiano.¹

A própria associação francesa trata o assunto sem rodeios. Reconhece que o cavalo como produto de carne fere a sensibilidade de muita gente, mas afirma que foi justamente esse mercado que permitiu à França preservar as suas nove raças de tração apesar da mecanização: sem uma função econômica, os rebanhos teriam sumido.¹

Nem todos viam isso como um bom negócio para o cavalo. Um criador belga, em 1981, reclamava que a seleção para o açougue buscava animais cada vez maiores, perto de uma tonelada sobre membros feitos para muito menos, que se arruinavam em poucos anos. Para ele, aquilo já não era cavalo de tração, e sim animal de corte.⁶
Ameaçado ou não?No plano mundial, a FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura, classifica o bretão como não ameaçado. Mas em 2023, um estudo conduzido pelo INRAE, o instituto público de pesquisa agrícola francês, a pedido da FranceAgriMer, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, pôs a raça, junto de todas as raças de tração da França, entre as ameaçadas de abandono para a agricultura, categoria de conservação ligada a um subsídio público. Não é risco de extinção: o bretão é uma das raças de tração mais numerosas do país e crescia desde os anos 1990. É o reconhecimento de que, sem a lavoura, o cavalo perdeu a função que o sustentava.

1932: o Exército traz o bretão para a artilharia

Enquanto na França a criação se voltava para a carne, no Brasil o bretão seguia outro caminho. As primeiras importações de garanhões bretões chegaram em 1925, usados em éguas comuns, e os primeiros garanhões puros desembarcaram em São Paulo em 1926. Em 1927 veio o garanhão Breslau, destinado ao antigo Haras Paulista de Pindamonhangaba.² ¹³

O grande impulso veio do Exército Brasileiro, que precisava do animal para puxar a artilharia. Entre 1932 e 1956, importou perto de cem reprodutores para as coudelarias militares, os haras de criação do Exército, em Tindiquera, no Paraná, Rincão, no Rio Grande do Sul, Pouso Alegre, em Minas Gerais, e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.²

O manejo se concentrou em Tindiquera, pelo clima mais favorável à adaptação dos animais. Garanhões do Exército eram emprestados a governos estaduais e a criadores para cruzar com éguas comuns, e as éguas puras eram vendidas em leilões militares.²

Com a desativação da maioria das coudelarias nos anos 1970, de novo por causa da mecanização, o rebanho minguou e se concentrou em Tindiquera.²

A virada veio das mãos de criadores particulares. A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Bretão foi fundada em 1982, em Curitiba, e abriu os livros de registro em 1989.¹² ² Em 1990, Lineu de Paula Machado trouxe para Botucatu, em São Paulo, onze animais, entre eles a égua Une de Mai e o garanhão Usbec, nomes que ainda pesam na formação do plantel brasileiro.²

As importações se firmaram em 1997, quando Anis Razuk, de Itu, retomou a vinda de animais da França, com intercâmbio direto com o Syndicat, a associação francesa da raça, a partir de 1998.²

O trabalho deu resultado. Segundo a associação brasileira, até 2011 o país reunia o segundo maior plantel de bretões puros do mundo, atrás apenas da França, e é o único país com registro próprio da raça fora dela.² ⁶ A criação se concentra hoje em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.²

A égua bretã amamenta potros de outras raças

O uso mais inesperado do bretão no Brasil não foi a tração. A égua bretã produz leite em grande volume, cerca de vinte e cinco litros por dia contra os catorze de uma égua de sela, e tem habilidade materna marcante.³ Isso fez dela uma ama de leite procurada para amamentar potros de outras raças cujas mães não os criam bem, em especial cavalos de esporte de alto valor.

A mesma característica levou ao uso das éguas como receptoras de embrião, que recebem o embrião de uma égua de outra raça e levam a prenhez até o fim. O útero grande e a boa produção de leite favorecem essa gestação, e criadores de Mangalarga Marchador, Campolina, Quarto de Milha e Brasileiro de Hipismo passaram a usar a bretã para gestar seus campeões.³

A diferença aparece no potro: criados pela égua bretã, nascem e desmamam maiores, com cinco a dez centímetros a mais na cernelha, o ponto onde se mede a altura do cavalo, do que se a própria mãe os criasse.³ Os mestiços de bretão também são registrados pela ABCCB e usados para sela e atrelagem.³

A tração não desapareceu. A atrelagem esportiva, competição em que o cavalo puxa uma charrete, praticada na Europa e na América do Norte há décadas, começou no Brasil em 2007, pela ABCCB, e foi reconhecida como esporte pela Confederação Brasileira de Hipismo em 2009.³

Cabeça quadrada, garupa dupla, 800 quilos

O bretão moderno é um cavalo compacto e musculoso: cabeça curta e quadrada, dorso curto, garupa larga e musculosa e membros curtos e fortes.⁶

A pelagem mais comum é o alazão de crina e cauda lavadas, mais claras que o corpo, marca que ele divide com outra raça de tração que já contamos aqui, o Cavalo da Floresta Negra.⁶ ⁷

Dois tipos ou três?Algumas fontes falam em três tipos de bretão. O terceiro, o Centro-Montanha (Centre-Montagne), era a menor variedade da raça, descendente dos antigos bidets de montanha e reconhecido oficialmente em 1927. A seleção para a carne, que premiava animais cada vez maiores, o tornou inviável, e ele desapareceu da Bretanha nos anos 1980. Hoje só o Trait e o Postier perduram e são reconhecidos. O cheval de Corlay, às vezes confundido com ele, era ainda outro tipo, mais leve, criado pelos haras nacionais com sangue árabe para a cavalaria do exército.
AlturaDe 1,45 m a 1,70 m na cernelha, com média entre 1,55 m e 1,63 m. Porte médio para um cavalo de tração.
PesoEntre 750 e 950 quilos. Animais de açougue, em geral do tipo Trait, chegam perto de uma tonelada.
Cabeça e pescoçoCabeça curta e quadrada, de volume médio e perfil reto; pescoço curto e musculoso, embora o padrão busque um pescoço mais longo.
CorpoCompacto, de dorso curto e largo, garupa larga e frequentemente dupla (tão musculosa que um sulco a divide ao meio), membros curtos e fortes com fanões abundantes, os tufos de pelo longo que descem sobre os cascos.
PelagemPredomina o alazão de crina e cauda claras; o padrão aceita ainda baio, ruão e outras pelagens escuras, mas não o tordilho.
TemperamentoCalmo, dócil e estável, rústico e de manejo simples, o que o fez popular também como cavalo de companhia.³

Linha do Tempo

Séc. XVIIOs criadores da Bretanha começam a transformar o bidet de sela em cavalo de tração e atrelagem.
Séc. XIXCruzamento de éguas do Léon com garanhões Norfolk ingleses dá origem ao Postier Breton.
1900–1940Idade de ouro: trens saem de Landivisiau e o bretão é exportado para a Europa, o Japão e a América do Sul.
1909–1912Criação do stud book oficial da raça na França, a princípio com livros separados de Trait e Postier.
1925–1927Primeiras importações para o Brasil; garanhões puros chegam a São Paulo.
1932–1956O Exército brasileiro importa cerca de cem reprodutores para coudelarias em quatro estados.
1951O stud book francês é oficialmente fechado a sangue de fora.
1982Fundada a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Bretão, em Curitiba.
1990–1997Criadores particulares, entre eles Lineu de Paula Machado e Anis Razuk, retomam as importações da França.
2011Auge da criação brasileira; segundo a associação, o segundo maior plantel de puros do mundo.

Curiosidades

Os que voltaram da RússiaA associação francesa repete uma frase antiga sobre a rusticidade do bidet bretão: resistentes como eram, teriam sido os únicos cavalos a voltar da campanha de Napoleão na Rússia. É uma fala de tradição, mais lenda que documento, mas diz bem a fama do cavalo.¹
O tojo no lugar da aveiaUma particularidade documentada do bretão é comer tojo, o arbusto espinhoso das landes bretãs, enfrentando os espinhos para alcançar os brotos novos. Os camponeses picavam a planta para alimentar os cavalos no lugar da aveia, e havia até um provérbio: cavalo de tojo, cavalo bretão.
Quatro vezes o próprio pesoA força do bretão impressiona até entre os cavalos pesados. Segundo a associação brasileira, em veículo de rodas um animal pode tracionar até quatro vezes o próprio peso, o que para um cavalo de 800 quilos significa puxar perto de 3.200.³

Ficha técnica

OrigemBretanha, noroeste da França. Criação organizada desde o fim do século XVII.
Stud bookAssociation Nationale du Cheval de Trait Breton (ANCTB), França. Criado em 1909, fechado a sangue de fora em 1951.
No BrasilAssociação Brasileira de Criadores do Cavalo Bretão (ABCCB), fundada em 1982, em Curitiba.
TiposPostier (leve, de atrelagem) e Trait (pesado, agrícola).
AptidõesTração agrícola e florestal, atrelagem esportiva, sela, equoterapia; éguas como amas de leite e receptoras de embrião.
StatusNão ameaçado no plano mundial (FAO 2007; DAD-IS 2021). Na França, o INRAE (2023) o classifica, como todas as raças de tração francesas, entre as raças locais ameaçadas de abandono para a agricultura, categoria de conservação ligada a subsídio público. É uma das raças de tração mais numerosas do país.
Qual a diferença entre o cavalo Bretão e o Percheron?

São duas raças de tração francesas, mas de portes diferentes. O Percheron é maior, costuma passar de 1,60 m e aparece com frequência nas pelagens tordilha e preta. O Bretão é de porte médio, em torno de 1,58 m, quase sempre alazão de crina e cauda lavadas, e o seu padrão não aceita o tordilho.⁹ ¹¹ A origem também separa os dois: o Percheron vem da região do Perche, na Normandia, e o Bretão, da Bretanha.

O cavalo Bretão é bom para iniciantes?

O temperamento ajuda, mas o porte pede cautela. O Bretão é calmo, dócil e de manejo simples, o que faz dele um bom cavalo para quem está aprendendo a lidar com cavalos pesados.¹² ¹¹ Por outro lado, força e tamanho impõem respeito. O forte da raça é a tração; para montaria, o tipo Postier, mais leve, é o mais indicado.

O cavalo Bretão tem problemas de saúde hereditários?

Tem dois principais. O Bretão pode carregar a epidermólise bolhosa juncional (EBJ), doença genética fatal da pele em potros, e a PSSM tipo 1, distúrbio do acúmulo de açúcar no músculo.¹¹ ⁹ Como todo cavalo pesado, também é sensível à obesidade e à laminite, inflamação dolorosa do casco ligada ao excesso de peso.¹¹ Testes genéticos para EBJ e PSSM1 permitem evitar o cruzamento de portadores.

Quanto tempo vive um cavalo Bretão?

As referências de raça situam a expectativa entre 20 e 30 anos, com tendência à parte baixa dessa faixa. Como as raças pesadas em geral, o Bretão vive um pouco menos que os cavalos leves, e o peso cobra das articulações e dos cascos ao longo da vida.¹¹ Boa alimentação, controle do peso e cuidado com os aprumos, o alinhamento dos membros, esticam essa expectativa.

O cavalo Bretão é uma raça rara?

Não. É uma das raças de tração mais numerosas da França e está em expansão desde os anos 1990, enquanto boa parte dos cavalos pesados europeus minguava.⁶ Fora da França, o maior rebanho está no Brasil.² A raça não corre risco de desaparecer; o que se perdeu foi o trabalho agrícola que a sustentava, hoje substituído por usos como a atrelagem esportiva e a função de ama de leite.³

"Riding the Breton Draft Horse in France", do canal DiscoverTheHorse: uma amazona monta um bretão a passo pelo oeste da França. Raça de tração, o bretão é montado bem menos do que é atrelado. (Vídeo: DiscoverTheHorse / YouTube)

Fontes

  1. Association Nationale du Cheval de Trait Breton (ANCTB). Site oficial da raça: tipos Postier e Trait, o Postier como cavalo de posta, correio e artilharia, exportação por Landivisiau, fileira da carne e preservação das nove raças de tração francesas, e a tradição sobre os cavalos da campanha da Rússia. cheval-breton.fr.
  2. Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Bretão (ABCCB), História da Raça no Brasil. Importações de 1925 a 1956, coudelarias do Exército, Lineu de Paula Machado e Anis Razuk, retomada em 1997 e segundo maior plantel do mundo. cavalo-bretao.com.br.
  3. ABCCB, Funções da Raça. Produção de leite (cerca de 25 litros/dia, contra 14 de uma égua de sela), amas de leite, receptoras de embrião com potros maiores, capacidade de tração, mestiços e atrelagem esportiva iniciada em 2007 e reconhecida pela CBH em 2009. cavalo-bretao.com.br.
  4. IFCE e Ministério da Agricultura da França (estudo INRAE/FranceAgriMer de janeiro de 2023). Atualização das raças locais de equídeos ameaçadas de abandono para a agricultura: todas as nove raças de tração francesas, o bretão incluído, elegíveis à Prime aux races menacées (PRM). ifce.fr.
  5. Oklahoma State University, Breton Horses. Ancestrais Sommier e Roussin, o tipo de montanha e a produção de carne na França. breeds.okstate.edu.
  6. Wikipédia (francês), Breton (cheval). Postier do Norfolk, papel de melhorador, cronologia do stud book, conformação, hábito de comer tojo, juízes dos anos 1970 e o alazão como marca, crítica à seleção para carne, status INRAE 2023 e o Brasil como único país com registro da raça fora da França. fr.wikipedia.org.
  7. Wikipédia (inglês) e FAO/DAD-IS, Breton horse. Conformação, pelagem, peso, raças influenciadas pelo bretão, cronologia do stud book e status de conservação (não ameaçada, FAO 2007 e DAD-IS 2021). en.wikipedia.org.
  8. Wikipédia (francês), Cheval en Bretagne. O bidet breton, a idade de ouro de 1900 a 1940 e a exportação por Landivisiau. fr.wikipedia.org.
  9. Classequine e Chevaux du Monde, fichas da raça Cheval Breton. Cruzamento com o Norfolk, uso na artilharia, papel de melhorador, conformação (média ~1,58 m, garupa dupla) e as duas doenças genéticas (EBJ e PSSM). classequine.com.
  10. MonChval'Mag, Le cheval Breton. A economia da raça baseada na produção de carne e a controvérsia da hipofagia entre os criadores. mag.monchval.com.
  11. Mad Barn, Breton Horse Breed Guide. Conformação, doenças genéticas (epidermólise bolhosa juncional e PSSM tipo 1), risco de laminite e obesidade, longevidade menor das raças pesadas e temperamento dócil. madbarn.com.
  12. Vetsmart, Conheça mais sobre a raça Bretão. Fundação da ABCCB em 1982, conformação e temperamento. vetsmart.com.br.
  13. Agron, Cavalo Bretão: História, Características e Funções no Brasil. Primeiras importações de garanhões Norfolk Bretons e o garanhão Breslau. agron.com.br.
André Ferreira

André Ferreira

André Ferreira é o responsável pela direção editorial do Multicavalos. Sua área é a pesquisa: reunir a origem e a história de cada raça a partir de fontes primárias, confrontá-las quando discordam e separar o que é dado firme do que é estimativa. É um trabalho de documentação, e cada perfil do acervo passa por esse cuidado antes de ir ao ar.