Cavalos e Suas Origens: Camargue — O Cavalo Branco dos Vaqueiros da França
O cavalo Camargue nasce escuro e embranquece, vive semisselvagem no delta do Ródano, na França, e é a montaria dos gardians, os vaqueiros que tocam touros.
André Ferreira
13 min de leitura
Cavalos Camargue adultos a galope na água rasa das marismas, no delta do Ródano. É a cena que aparece nos cartões-postais e nos safáris fotográficos da região. Foto: Rambouil jean / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons.
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Há cavalos pastando nas marismas do delta do Ródano, no sul da França, desde a época romana, e conta-se que Júlio César mandou criá-los ali para o seu exército. Dois mil anos depois, eles ainda estão lá: pequenos, claros, soltos, tocando o gado bravo sob o comando dos gardians, os vaqueiros da Camargue. Cada um deles, porém, nasceu escuro.
1978Reconhecimento oficial da raça
4 a 7 anosIdade em que embranquece
1,35 a 1,50 mAltura na cernelha
A Camargue é o ponto onde o rio Ródano se abre em braços e encontra o Mediterrâneo, no extremo sul da França, formando a maior zona de marismas da Europa. O cavalo que leva o nome dessa terra é pequeno e claro, criado solto ali há séculos, numa paisagem de água salgada, sol forte e do mistral, o vento gelado que varre o delta. Os franceses o chamam de cheval de Camargue, e é uma das raças mais antigas e mais presas a um único lugar em todo o mundo equestre.¹¹
O delta da Camargue visto por satélite: o rio Ródano se abre em braços e encontra o Mediterrâneo, formando uma das maiores zonas de marismas da Europa Ocidental. É a essa paisagem que a raça está presa há séculos. Imagem: dados Copernicus Sentinel modificados (2022).
O stud book oficial da raça é mantido pela Association des Éleveurs de Chevaux de Race Camargue, a associação dos criadores fundada em 1964, em conjunto com o Institut Français du Cheval et de l'Équitation, o instituto público do cavalo na França.¹ O berço da raça fica nas redondezas de Arles e Aigues-Mortes, cidades da Provença, e boa parte das manadas vive dentro do Parque Natural Regional da Camargue.³
Nenhum potro Camargue nasce branco
A imagem que corre o mundo é a do cavalo claro galopando na água. Mas o Camargue leva anos para chegar a essa cor. O potro nasce escuro, preto, castanho ou baio, e vai clareando com a idade, à medida que pelos brancos se misturam aos escuros, até a pelagem ficar quase branca.⁵
Égua clara ao lado do potro escuro, no Pântano do Vigueirat, na Camargue. Todo cavalo da raça nasce nessa cor escura e só clareia anos depois. Foto: Tylwyth Eldar / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons.
O processo se completa, em geral, entre os 4 e os 7 anos. Geneticamente, esse cavalo não é branco: é tordilho, o que quer dizer pelo claro sobre pele preta. Dá para confirmar olhando os olhos e a pele do focinho, que continuam escuros no animal adulto.⁵
A cor virou regra. Para um Camargue entrar no stud book oficial, o adulto precisa ter chegado a essa pelagem clara. Um cavalo que ficasse castanho ou preto na idade adulta não seria registrado como Camargue puro.¹⁵
A pista mais antiga leva a um cavalo de 17 mil anos
A origem do Camargue não está documentada, e as hipóteses recuam fundo no tempo. A mais citada o liga ao cavalo de Solutré, caçado por humanos no sudeste da França durante o paleolítico, cujos ossos foram achados aos milhares ao pé de um rochedo. É uma ligação sugestiva pela proximidade geográfica, mas nenhuma prova direta fecha a linha entre aquele cavalo e o de hoje.¹¹
A Roche de Solutré, na Borgonha, no leste da França. Ao pé deste paredão de pedra foram achados ossos de milhares de cavalos pré-históricos, e a hipótese mais citada sobre a origem do Camargue o liga a esse cavalo antigo. Foto: Chabe01 / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons.
O registro romano que abre este texto é a parte sólida da história, situa o cavalo nas marismas há pelo menos dois mil anos. Antes disso, é tudo reconstrução a partir de ossos e de palpite.⁹
O corpo do animal guarda uma pista. Pela cabeça curta de perfil reto, muitos autores aproximam o Camargue do Berbere, também chamado Barbo, o cavalo do norte da África que cruzou o Mediterrâneo, e dos cavalos ibéricos. Esse parentesco antigo o coloca na mesma grande família que está na raiz de raças da Península Ibérica e, por elas, de cavalos da América do Sul.¹¹
Um cavalo construído pela marisma
A Camargue é uma terra dura para qualquer animal: água salgada, calor de verão, o vento mistral e comida escassa e grosseira, sobretudo o junco e a cana que crescem no brejo. O cavalo que aguentou esse regime por séculos saiu pequeno, econômico e resistente.⁴
O traço mais curioso está nos cascos. Por viver a vida toda em terreno encharcado, o Camargue desenvolveu cascos largos e muito resistentes, que suportam a umidade constante sem adoecer e quase nunca precisam de ferradura.⁶
Camargue de corpo inteiro numa marisma, com as patas na água e o junco ao redor. Os cascos largos, que aguentam a umidade constante, e a dieta de vegetação grosseira do brejo são marcas da adaptação da raça ao delta. Foto: Bernard DUPONT / CC BY-SA 2.0 / Wikimedia Commons.
O resto do corpo acompanha a mesma lógica de sobrevivência: porte pequeno, peito fundo, membros fortes e articulações secas, prontos para andar horas em chão mole sem afundar nem cansar. Cada traço responde ao que a marisma cobrava para deixar o cavalo durar ali.⁴
Altura
De 1,35 m a 1,50 m na cernelha. Porte pequeno, na faixa entre pônei e cavalo, mas tratado como cavalo.¹²
Peso
De 350 a 500 quilos, proporcional ao porte pequeno. Robusto o bastante para carregar um adulto na lida o dia inteiro.¹²
Pelagem
Sempre tordilha no adulto, do cinza ao quase branco, com a pele preta por baixo. O potro nasce escuro e clareia entre os 4 e os 7 anos.⁵
Cabeça
Curta e quadrada, de perfil reto, olhos afastados e orelhas pequenas. Lembra a cabeça do Barbo norte-africano.¹²
Pescoço e tronco
Pescoço curto e forte, peito fundo, corpo compacto e bem-articulado. Construção de cavalo de trabalho rústico.¹²
Crina e cauda
Fartas e compridas, em geral deixadas sem aparar, proteção contra o sol, o vento e os insetos do brejo.⁵
Cascos
Largos, duros e resistentes à umidade. Próprios do terreno encharcado, dispensam ferradura na maioria dos casos.⁶
Temperamento
Calmo, inteligente e independente, fruto da criação solta. Resistente ao calor, ao frio e à comida escassa.⁴
O vaqueiro da Camargue monta esse cavalo desde o século XVI
O trabalho que ligou o Camargue ao seu lugar é o do gardian, o vaqueiro que toca o gado nas marismas. O ofício é o mesmo, em essência, do peão de fazenda brasileiro, do cowboy norte-americano ou do charro mexicano: gente que trabalha o gado montada a cavalo.¹³ Na Camargue, os gardians montam esses cavalos para lidar com os touros desde, pelo menos, o século XVI.⁷
O trabalho só se faz a cavalo porque os touros vivem soltos, em total liberdade nas marismas. Vigiar o gado, mudá-lo de pasto, tratar dos animais e separar os touros para os jogos, tudo isso depende do cavalo Camargue, que aprende a girar atrás da rês quase sozinho.⁹
Um gardian conduz a manada de touros montado num Camargue, na Provença, no sul da França. É esse o trabalho que prendeu a raça à terra: o cavalo é a ferramenta que move o gado bravo pelas marismas. Foto: Albarubescens / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons.
A ferramenta do gardian montado é o ficheiroun, um tridente de ferro na ponta de uma longa vara de freixo ou castanheiro. O tridente virou o símbolo do ofício, a ponto de aparecer nas três pontas da cruz da Camargue, o emblema da região.⁸
Os touros que esses cavalos conduzem são o Raço di Biòu, raça de gado preto criada solta nas mesmas manadas. Eles servem à course camarguaise, um tipo de jogo taurino do sul da França em que o objetivo é arrancar uma roseta presa entre os chifres do touro, sem matar o animal, ao contrário da corrida de morte de tradição ibérica.¹⁰ O cavalo é a peça que leva e traz esses touros entre o pasto e a arena.
Crin-Blanc levou um garanhão das marismas para o cinema
Em 1953, o cineasta Albert Lamorisse rodou na Camargue o curta Crin-Blanc, "Crina Branca", a história de um menino pescador e de um garanhão branco selvagem do delta. O filme ganhou prêmio em Cannes e correu o mundo, e fixou na imaginação do público a figura do cavalo claro das marismas.¹⁴
O sucesso veio num momento delicado para a raça. Durante os anos 1960, cruzamentos em larga escala com o Berbere e o Árabe começaram a rarear o Camargue de tipo original, e o cavalo rústico das marismas foi ficando mais difícil de encontrar puro.¹¹
Foi nesse contexto que um punhado de criadores se uniu, em 1964, para fundar a associação da raça e começar um inventário dos cavalos da região. A própria criação da associação está ligada, ao menos em parte, ao sucesso de Crin-Blanc, que despertara o interesse pelo cavalo.¹¹
O reconhecimento veio em etapas. A raça foi reconhecida de modo não oficial em 1967 e, enfim, por um decreto ministerial de 17 de março de 1978, que fixou o padrão e delimitou o berço da raça.¹ Entre 1978 e 1998, o stud book registrou cerca de 6.000 cavalos.¹¹
Nascer numa manade é condição para ser Camargue
A raça tem uma regra de registro que poucas têm: o modo de criação faz parte da definição. Para um cavalo ser Camargue pleno no stud book, ele precisa nascer e ser criado numa manade, a manada semisselvagem que vive solta o ano inteiro no berço da raça.¹
Uma manada de Camargues conduzida pela água rasa em Saint-Laurent-d'Aigouze, na Camargue. Para ser registrado, o cavalo precisa nascer e crescer numa manade como esta, a manada que vive solta o ano inteiro no berço da raça. Foto: Benjamin Smith / CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons.
A manade tem definição legal. É uma criação extensiva, ao ar livre integral, com pelo menos quatro éguas reprodutoras que permanecem o ano todo na região.² O potro recebe a marca a fogo antes do desmame, dentro desse sistema.
O stud book separa os cavalos em três categorias conforme a origem: o Camargue nascido em manade no berço da raça, o nascido no berço mas fora de uma manade, e o nascido fora do berço.² Só o primeiro carrega a definição plena. Para essa raça, pertencer não depende só do sangue, depende também de onde o cavalo nasceu e de como foi criado.
Quantos existemNão há um número único e atualizado de cavalos Camargue. Em 1998, a associação reunia 84 manades de cavalos da raça, e no ano seguinte foram contados mais de 180 criadores no total, com cerca de cem garanhões reprodutores. A raça integra o grupo das que recebem na França um apoio público à conservação de raças ameaçadas de abandono.¹¹
No Brasil, o paralelo é o cavalo do vaqueiro
Para o leitor brasileiro, o Camargue fica do outro lado de uma história conhecida. O cavalo que toca o gado no Pantanal, na caatinga ou nos campos do Sul faz no Brasil o mesmo que o Camargue faz nas marismas francesas, serve de ferramenta de trabalho a quem lida com boi solto.¹³
O paralelo mais direto é o Pantaneiro, o cavalo da planície alagada de Mato Grosso. Como o Camargue, ele foi moldado por uma terra de água, aprendeu a trabalhar com os cascos na lama e passa boa parte do ano em meio à cheia. São dois cavalos pequenos e rústicos que apareceram em brejos de continentes diferentes para resolver o mesmo problema.
Cavalos pantaneiros bebendo numa lagoa do Pantanal, em Corumbá, Mato Grosso do Sul. Como o Camargue, o Pantaneiro foi moldado por uma terra de água e trabalha o gado na planície alagada. Foto: Flávio André / MTur / domínio público.
O que separa os dois é a fama. O Camargue virou cartão-postal da Provença, fotografado por turistas que muitas vezes nunca viram um touro ser tocado. O cavalo do vaqueiro brasileiro continua trabalhando longe das câmeras, fazendo um serviço quase igual ao do primo francês.
Linha do tempo do Camargue
RomaHá registros de cavalos na Camargue desde a época romana; conta-se que a criação foi incentivada por Júlio César para o exército.
Séc. XVIOs gardians já usam o cavalo Camargue para vigiar os touros semisselvagens das marismas.
1953O curta Crin-Blanc, rodado na Camargue, ganha prêmio em Cannes e populariza o cavalo branco do delta.
Anos 1960Cruzamentos com o Barbo e o Árabe rareiam o Camargue de tipo original.
1964Criadores fundam a Association des Éleveurs de Chevaux de Race Camargue para preservar a raça.
1967A raça é reconhecida de modo não oficial.
1978Decreto ministerial de 17 de março reconhece oficialmente a raça e fixa padrão e berço.
1998A associação reúne 84 manades; o stud book registrara cerca de 6.000 cavalos desde 1978.
Curiosidades
A cor que serve de relógioComo o Camargue clareia com a idade, a tonalidade do pelo funciona quase como um calendário. Um animal ainda escuro ou malhado de branco e marrom é jovem; um totalmente claro já passou dos cinco ou seis anos. Pela cor dá para chutar, com boa margem, a idade do cavalo à distância.⁵
Um cavalo que come juncoO Camargue come o que quase nenhum outro cavalo aproveita. Ele se vira com a vegetação grosseira do brejo, e o que mais procura é o junco e a cana que crescem na água parada das marismas. Comendo esse mato, ainda ajuda a manter abertas as zonas úmidas onde vive.⁹
O Velho Oeste à francesaNo início do século XX, o marquês de Baroncelli, criador da Camargue, ficou impressionado com os espetáculos de Buffalo Bill que viu numa viagem aos Estados Unidos. Ele usou o romantismo do Velho Oeste para vender a Camargue como o "Extremo Sul" da França e atrair o cinema para a região.¹⁰
A cruz dos três tridentesA cruz da Camargue, criada em 1924 pelo artista Hermann Paul, termina em três tridentes no alto. Os tridentes representam os gardians, e a cruz inteira virou símbolo da identidade da região, unindo os vaqueiros, os pescadores e a tradição religiosa local.⁸
Ficha técnica do Camargue
OrigemRegião da Camargue, delta do Ródano, sul da França. Uma das raças mais antigas e mais ligadas a um só lugar.
OrigemRegião da Camargue, delta do Ródano, sul da França. Uma das raças mais antigas e mais ligadas a um só lugar.
CriaçãoSemisselvagem, em manadas soltas o ano todo, chamadas manades.
UsosLida com touros, turismo equestre, passeio, enduro, atrelagem e manejo de zonas úmidas.
Stud bookAssociation des Éleveurs de Chevaux de Race Camargue (AECRC), com o IFCE. Reconhecimento oficial em 1978.
StatusFora de risco pela FAO e pelo DAD-IS. População concentrada na França.
Marca culturalMontaria dos gardians; ligada ao touro Raço di Biòu, à course camarguaise e ao filme Crin-Blanc.
Existe cavalo Camargue no Brasil?
Não há registro de criatório de Camargue no Brasil. A raça é rara fora da França e quase desconhecida por aqui. Mesmo na Europa é incomum comprar um Camargue longe da região de origem: existem poucos haras especializados fora do país, em geral de entusiastas, e a importação para o Brasil seria cara e fora do comum.¹⁷
Quanto tempo vive um cavalo Camargue?
Em torno de 20 a 25 anos, parecido com a maioria dos cavalos. É uma raça rústica e de saúde resistente, mas, por ser de pelo claro, os animais mais velhos tendem a desenvolver melanomas, tumores de pele comuns em cavalos tordilhos idosos, o que pede acompanhamento veterinário.¹⁸
Dá para montar um Camargue e usar em esporte, ou ele só serve para tocar gado?
Dá, e ele é versátil. Além da lida com os touros, o Camargue é usado em provas de enduro, onde sua resistência se destaca, e também em atrelagem, salto, trilha e como cavalo de passeio para turistas nas marismas. É um cavalo de sela completo, não apenas uma ferramenta de trabalho com gado.¹⁸
O cavalo Camargue é parente dos cavalos ibéricos, como o Lusitano?
De longe, sim. Pela cabeça e pela origem antiga, muitos autores ligam o Camargue ao Berbere, do norte da África, e aos cavalos da Península Ibérica, o mesmo tronco que está na raiz do Lusitano e do Andaluz. Não é um parentesco próximo nem documentado em stud book, e sim uma raiz comum muito antiga, partilhada também pelos cavalos que os ibéricos levaram para a América do Sul.¹¹
O cavalo Camargue está ameaçado de extinção?
Não. Apesar de muito repetido pela internet, o Camargue não é uma raça ameaçada: a FAO e o banco de dados DAD-IS o classificam como "fora de risco". O que confunde é a divergência nos números: um levantamento de 2018 aponta mais de 14 mil cabeças na França, enquanto o Haras Nationaux, no mesmo ano, registrou cerca de 200 garanhões ativos e 929 éguas cobertas, provavelmente porque um conta o tipo amplo e o outro só os registros de manade.¹⁶
O Camargue é um cavalo ou um pônei?
É classificado como cavalo, embora a altura fique na fronteira. Com 1,35 m a 1,50 m na cernelha, ele tem o porte de um pônei grande, mas a França o trata oficialmente como raça de cavalo, pela conformação e pelo uso como montaria de trabalho adulto. Na prática, funciona como um cavalo pequeno e robusto.¹²
"Horse of the Sea", da FEI: manadas de Camargue cruzam a água das marismas conduzidas pelos gardians. (Vídeo: FEI / YouTube)
Fontes
Association des Éleveurs de Chevaux de Race Camargue (AECRC). Associação oficial que mantém o stud book. Estatutos, definição de manade, categorias do stud book, fundação em 1964 e reconhecimento por decreto de 17 de março de 1978. aecrc.com.
AECRC e IFCE (Institut Français du Cheval et de l'Équitation), Programme de sélection du Cheval de Race Camargue. Documento oficial de seleção: definição legal da manade (criação extensiva, ar livre, mínimo de quatro éguas), categorias do stud book e marca a fogo antes do desmame. ifce.fr.
Parc naturel régional de Camargue. Órgão gestor do território. Berço da raça, tradições do gardian e do touro. parc-camargue.fr.
FEI (Fédération Équestre Internationale), Breed Profile: The Camargue Horse. Rusticidade, adaptação ao ambiente, origem antiga e ligação ibérica; temperamento. fei.org.
Mad Barn, Camargue Horse Breed Profile. Perfil veterinário: pelagem tordilha, potro escuro que clareia entre 4 e 7 anos, pele preta, exigência de cor para registro, crina e cauda. madbarn.com.
Helpful Horse Hints, Camargue Horse Breed Profile. Cascos resistentes à umidade que dispensam ferradura; medidas e perfil da cabeça. helpfulhorsehints.com.
Classequine, Camargue (cheval). Uso pelos gardians desde o século XVI; poucos cruzamentos voluntários; definição da manade. classequine.com.
Provence 7, Gardian en Camargue, e Le Couteau Camarguais, La Camargue et ses traditions. O tridente ficheiroun como ferramenta do gardian montado; a cruz da Camargue e seus tridentes. provence7.com.
Destination Camargue, Professions on land. Presença de cavalos desde a época romana e criação atribuída a Júlio César; touros e cavalos inseparáveis; trabalho de triagem do gardian; dieta de junco e manejo das zonas úmidas. destination-camargue.fr.
Atlas Obscura, A Friendlier Form of Bullfighting, e Wikipédia (inglês), Camargue cattle. O touro Raço di Biòu, a course camarguaise sem morte do animal, e o marquês de Baroncelli e Buffalo Bill. atlasobscura.com.
Wikipédia (francês), Camargue (cheval). Síntese: história da raça, cruzamentos dos anos 1960, fundação da associação em 1964, ligação com o filme Crin-Blanc, stud book 1978-1998, apoio a raças ameaçadas. fr.wikipedia.org.
Wikipédia (inglês), Camargue horse. Altura 1,35-1,50 m, peso 350-500 kg, pelagem tordilha, conformação, cabeça semelhante à do Barbo. en.wikipedia.org.
Wikipédia (inglês), Gardian. O gardian como vaqueiro montado da Camargue, paralelo com charro, cowboy, buttero e campino. en.wikipedia.org.
Wikipédia (francês), Crin-Blanc. O curta de 1953, de Albert Lamorisse, rodado na Camargue e premiado em Cannes. fr.wikipedia.org.
i Heart Horses, Meet The Camargue Horse. Stud book de 1978 e exigência da cor cinza para registro. ihearthorses.com.
FAO, DAD-IS (Domestic Animal Diversity Information System), e Haras Nationaux (IFCE). Status de conservação "fora de risco" (FAO 2007; DAD-IS 2023); divergência de população em 2018 (mais de 14.500 cabeças no DAD-IS contra cerca de 200 garanhões e 929 éguas cobertas no Haras Nationaux). fao.org/dad-is.
ehorses.com, anúncios e perfil Camargue horse for sale. Raridade da raça fora da região de origem e dificuldade de compra fora da França. ehorses.com.
Horses Only, Camargue Horse Breed: Care, Cost & History. Longevidade de 20 a 25 anos, faixa de preço e usos esportivos (enduro, atrelagem, salto, trilha). horsesonly.com.
André Ferreira
André é o responsável atual pela condução editorial e estratégica do Multicavalos, um portal voltado ao universo equestre. Entusiasta do ramo, André dedica-se ao estudo e à observação do setor, buscando compreender suas práticas, rotinas, desafios e evoluções.