Cavalos e Suas Origens: Pantaneiro — A Extraordinária Adaptação da Raça ao Bioma Alagado

O cavalo pantaneiro é a raça equina mais adaptada ao Pantanal, reconhecida desde 1972. Origem com os Guaicuru, adaptações únicas e quase extinção.

Cavalos e Suas Origens: Pantaneiro — A Extraordinária Adaptação da Raça ao Bioma Alagado
Manada de cavalos pantaneiros nas várzeas alagadas do Pantanal. Foto: IAGRO/Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.
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Em 1970, o médico-veterinário Luiz Rodrigues Fontes voltou ao Pantanal depois de anos fora. Filho de Cáceres, ele conhecia os cavalos da região desde criança. O que encontrou não reconheceu. Os animais compactos e resistentes que havia deixado para trás haviam sido substituídos por cruzamentos com Puro-Sangue Inglês, Mangalarga e Quarto de Milha. Cavalos maiores, mais vistosos, menos pantaneiros. Fontes entendeu que se nada fosse feito, a raça desapareceria. O levantamento que liderou naquele ano foi o ponto de partida para salvar o cavalo pantaneiro.
1972Reconhecimento oficial pelo MAPA
~5.000Animais puros registrados (ABCCP)
21Sub-regiões com criadores
11Grupos genéticos identificados
O cavalo pantaneiro é uma raça equina brasileira originária do Pantanal Mato-Grossense, reconhecida oficialmente pelo Ministério da Agricultura desde 1972.

Formado por cavalos ibéricos que chegaram com a colonização nos séculos XVI a XVIII e foram moldados por séculos de seleção natural nas cheias e secas do Pantanal, é considerado pela Embrapa a raça equina mais adaptada ao bioma pantaneiro.¹ A Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro, a ABCCP, registra cerca de 5 mil animais puros, com mais de 130 criadores distribuídos em 21 sub-regiões.

Como o pantaneiro é conhecido

No Brasil, a raça é chamada simplesmente de cavalo pantaneiro ou pantaneiro. O padrão racial da ABCCP usa o nome oficial Raça Pantaneira. Em publicações científicas internacionais aparece como Pantaneiro horse.

O estudo comparativo de Silva et al. (2012), publicado em Genetics and Molecular Research, usa Pantaneiro como nome oficial na literatura científica em inglês.⁶

De onde veio o pantaneiro

Os primeiros cavalos a chegar ao Pantanal eram de origem ibérica, com influências de raças como o Andaluz, o Bérbere e o Crioulo Argentino, conforme documentado no livro Cavalo Pantaneiro: Rústico por Natureza (Embrapa Pantanal, 2016).¹ 

Ao longo de muitas gerações, esses animais desenvolveram características próprias sob a pressão do ambiente, distanciando-se geneticamente do tipo ibérico original e formando o que os pesquisadores chamam de raça localmente adaptada.

O papel dos índios Guaicuru nessa história é central. Esse povo, também chamado de Mbayá-Guaicuru ou Kadiwéu, dominava uma vasta região do Pantanal sul e aprendeu a manejar cavalos com os castelhanos no final do século XVI e início do XVII.

O livro da Embrapa registra que o rebanho equino dos Guaicuru não tinha querência definida, acompanhando os ciclos das águas e as investidas guerrilheiras.¹ Parte desse rebanho foi abandonada e ficou em estado bagual, ou seja, selvagem, contribuindo para a formação das primeiras populações de cavalos adaptados às condições do Pantanal.

Os Guaicuru tornaram-se temidos na região justamente pela habilidade com os cavalos. A obra de Jean Baptiste Debret, de 1834, intitulada Carga da Cavalaria Guaycurus, registra esse domínio. Quando os conflitos diminuíram e os Guaicuru se estabeleceram, continuaram criando cavalos, e parte desse rebanho integrou o processo de formação da raça pantaneira.¹

O que o Pantanal faz com os cavalos

O Pantanal Mato-Grossense é a maior planície alagável do mundo: cerca de 361.666 km² na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera. O clima é de extremos: temperatura média de 25°C com picos que ultrapassam 40°C no verão, e duas estações bem definidas. Na cheia, que vai de outubro a março, cerca de 80% da precipitação anual inunda grandes extensões. Na seca, de abril a setembro, queimadas são frequentes e a pastagem escasseia.¹ ²

É nesse ambiente que o pantaneiro foi moldado. A seleção natural eliminou por séculos os animais que não conseguiam sobreviver: os que não suportavam o calor, os que adoeciam com facilidade, os que não conseguiam se alimentar da vegetação nativa. O resultado foi um cavalo com adaptações documentadas pela Embrapa em décadas de pesquisa.²

Como é o pantaneiro

O pantaneiro é um cavalo de porte médio, compacto e de constituição robusta. As medidas documentadas pelo padrão racial da ABCCP são altura na cernelha entre 1,35 m e 1,50 m, com média de 1,42 m, e peso entre 350 e 450 kg. 

As pelagens aceitas são tordilha (cinza com pelos brancos e escuros misturados), baia, alazã, castanha, palomino, zaino (baia sem marcações claras), rosilha (mistura de pelos brancos e vermelhos) e preta.⁷

CabeçaMédia, de perfil reto ou subconvexo. Olhos expressivos, narinas amplas para captação de ar em trabalho intenso.
PescoçoMédio, bem musculado, inserido em ângulo que favorece o equilíbrio durante deslocamentos em terreno irregular.
CorpoCompacto, com costelas bem arqueadas e grande capacidade torácica. Garupa musculosa e bem desenvolvida.
MembrosSólidos, com articulações bem definidas e tendões fortes. Adaptados a terrenos alagadiços e rochosos.
CascosFechados e de solado largo. Evitam a compactação e o acúmulo de lama, permitindo deslocamento em terreno alagado sem desenvolver pododermatites, que são inflamações dolorosas nos tecidos internos do casco comuns em outras raças no mesmo ambiente.
TemperamentoDócil e inteligente. Os criadores descrevem o "sentido do gado": aptidão natural para apartação, o trabalho de separar animais de um rebanho, sem necessidade de treinamento intensivo.

As adaptações documentadas pela pesquisa

A Embrapa pesquisa o cavalo pantaneiro desde 1988, quando foi implantado o núcleo de criação na Fazenda Nhumirim, na sub-região da Nhecolândia, a 160 km de Corumbá. As principais adaptações documentadas são:² ³

TermorregulaçãoO sistema termorregulatório mantém a temperatura corporal estável em calor intenso e alta umidade, permitindo trabalho prolongado nas épocas mais quentes do ano.
AlimentaçãoA dieta inclui mais de 30 espécies de forrageiras nativas. Os animais conseguem pastar com a cabeça submersa durante as cheias e selecionar plantas ricas em proteína nas vazantes, uma adaptação comportamental que raças comerciais não desenvolveram.
FertilidadeA taxa de fertilidade é relativamente alta nas diversas sub-regiões do Pantanal, independentemente do manejo adotado, indicando adaptação às condições locais e não dependência de manejo intensivo.
Cascos resistentesDe formato fechado e solado largo, suportam longos períodos de imersão sem desenvolver pododermatites, resultado direto de séculos de seleção em terreno alagado.

A quase extinção

A história da quase extinção do pantaneiro começa com uma ironia: o cavalo que resistia a tudo no Pantanal não resistiu à impressão que outros cavalos causavam em quem chegava de fora.¹

A partir da segunda metade do século XIX, especialmente após a abertura do Rio Paraguai à navegação em 1856 e o fim da Guerra do Paraguai em 1870, o Pantanal passou a receber mais fazendeiros com novas ideias sobre pecuária. Filhos de criadores que estudavam em grandes centros voltavam impressionados com o Puro-Sangue Inglês, o Mangalarga e o Quarto de Milha. 

Os cruzamentos indiscriminados com essas raças reduziram o efetivo de cavalos com características originais. Os produtos desses cruzamentos tinham melhor aparência, mas perdiam rusticidade, resistência e adaptação, características que levaram quase 300 anos para se consolidar.¹

Ao mesmo tempo, duas doenças dizimaram parte do rebanho. A tripanossomose, conhecida como Mal-de-Cadeiras, é uma doença parasitária transmitida por insetos que afeta o sistema nervoso do animal, causando paralisia progressiva dos membros posteriores. Os fazendeiros tentavam remédios sem resultado satisfatório, e os animais que sobreviviam jamais voltavam a apresentar o mesmo vigor. 

A Anemia Infecciosa Equina, a AIE, é uma doença viral sem cura que compromete permanentemente a capacidade de trabalho do animal. A AIE também destruiu grande parte da população de cavalos durante a Guerra do Paraguai.¹ ³

Foi nesse cenário que Luiz Rodrigues Fontes fez seu levantamento em 1970. O diagnóstico era grave: a raça estava em colapso.¹

A fundação da ABCCP e o resgate

Em 1972, técnicos e criadores preocupados com a situação criaram a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro, a ABCCP, com sede em Poconé (MT). A associação foi reconhecida pelo Ministério da Agricultura pelo Registro nº 17, Portaria nº 06 de 19/07/1972, e definiu o primeiro padrão racial da raça.⁷

O trabalho foi lento e difícil. O pequeno número de animais com características originais que restavam em toda a região tornava a tarefa quase impossível. A raça chegou a ter status "vulnerável" de extinção. Atualmente, a ABCCP conta com cerca de 5 mil animais registrados e mais de 130 criadores distribuídos em 21 sub-regiões. A raça saiu do status "vulnerável" para "raro", ainda uma situação que demanda atenção, mas um avanço real.¹ ⁴

A associação realiza quatro exposições anuais nas cidades de Campo Grande e Corumbá (MS) e Poconé e Cuiabá (MT).⁷

Aptidões e usos

O pantaneiro foi criado para o trabalho extensivo de manejo de gado bovino e continua sendo esse seu uso principal. O "sentido do gado" documentado pelos pesquisadores é uma vantagem real no campo: o animal antecipa o movimento do gado durante a apartação sem precisar de comando explícito, reduzindo o esforço do cavaleiro e o estresse dos animais manejados.¹

No esporte, a raça participa de provas de enduro e rédea em nível nacional. Exemplares pantaneiros já foram campeões do Torneio de Rédea em categorias abertas, resultado significativo para uma raça de porte compacto competindo contra raças selecionadas especificamente para o esporte.¹

Na equoterapia e no turismo de natureza no Pantanal, o temperamento dócil e a resistência às condições climáticas tornam o pantaneiro uma das opções mais adequadas para trilhas longas em ambiente de difícil acesso.¹

A pesquisa genética

Estudo de pedigree realizado pela Embrapa em parceria com a ABCCP, avaliando mais de 11 mil animais registrados desde a fundação da associação até 2009, revelou que o pantaneiro possui baixos graus de consanguinidade, ou seja, cruzamentos entre parentes próximos, e ampla variabilidade genética. Os pesquisadores identificaram 11 "famílias" dentro da população, cada uma com características genéticas distintas.⁴

O pesquisador Samuel Paiva, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, alertou que a consanguinidade entre os animais gera perdas de características relacionadas a desempenho, produtividade e adaptação. A proposta da Embrapa é criar um núcleo de reprodução que reúna garanhões dos 11 grandes grupos genéticos identificados, permitindo cruzamentos planejados que preservem a diversidade.⁴

O estudo comparativo de Silva et al. (2012), publicado em Genetics and Molecular Research, identificou proximidade genética entre o pantaneiro, o cavalo Árabe e o Mangalarga Marchador, reflexo da influência ibérica comum. O mesmo estudo confirmou que cada raça naturalizada brasileira representa um grupo genético distinto, com variabilidade que justifica programas específicos de conservação.⁶

A AIE ainda é a principal ameaça sanitária

A Anemia Infecciosa Equina, a AIE, continua sendo o maior desafio sanitário para o pantaneiro. Estudo da Embrapa Pantanal, liderado pela pesquisadora Márcia Furlan e publicado em 2016, comparou o desempenho físico de cavalos sadios com infectados durante o trabalho de manejo de gado em fazendas pantaneiras. 

O resultado foi claro: cavalos infectados pela AIE suportam menos trabalho, percorrem distâncias menores e atingem frequência cardíaca máxima mais rapidamente do que animais sadios.³

A doença é causada por um vírus sem cura. Uma vez contaminado, o animal permanece infectado para sempre. A Embrapa identificou que o vírus encontrado no Pantanal difere geneticamente das amostras de AIE do resto do mundo. 

O sequenciamento do genoma local foi concluído com sucesso pela equipe de pesquisa, representando um avanço para o desenvolvimento futuro de diagnósticos mais precisos e, eventualmente, de vacinas.³

A principal via de transmissão é o uso de agulhas e utensílios perfurocortantes reutilizados sem esterilização. A pesquisadora Márcia Furlan estima que sem a influência da agulha, se a mutuca fosse o único vetor, a prevalência da AIE no Pantanal seria de cerca de 5% dos animais, não os 50% registrados após a entrada da doença na região nos anos 1970.

 A mutuca é um inseto hematófago, ou seja, que se alimenta de sangue, abundante no Pantanal, e também transmite o vírus mecanicamente, mas é responsável por uma porcentagem de infecção muito menor. Segundo a pesquisadora, manter os equídeos a uma distância mínima de 200 metros dos de outras fazendas reduz esse risco, pois normalmente a mutuca não voa essa distância para picar outro animal.³

Curiosidades

Pastando com a cabeça submersaOs pantaneiros conseguem pastar com a cabeça completamente submersa durante as cheias, selecionando forrageiras aquáticas. É uma adaptação comportamental que não foi observada em raças comerciais introduzidas no Pantanal e que levou séculos para se desenvolver por seleção natural.
O dado da agulha que muda tudoSe a mutuca fosse o único vetor da AIE no Pantanal, a prevalência da doença seria de cerca de 5% dos animais. O uso de agulhas reutilizadas sem esterilização foi o fator que levou esse número a 50%. Uma mudança de prática de manejo, não um avanço médico, é o que mais reduziria a AIE na região.
Campeão de rédea em categoria abertaExemplares pantaneiros já venceram o Torneio de Rédea em categorias abertas, competindo diretamente contra raças selecionadas especificamente para o esporte. Para um cavalo de porte compacto, criado para sobreviver e não para competir, é um resultado que contradiz a primeira impressão que a raça causa.
11 famílias genéticas num mesmo rebanhoDentro dos 5 mil animais registrados pela ABCCP, a Embrapa identificou 11 grupos genéticos distintos, cada um com características próprias. Essa diversidade interna numa população pequena é resultado direto dos séculos de isolamento em sub-regiões diferentes do Pantanal, onde cada comunidade de cavalos respondeu de forma ligeiramente diferente às pressões locais.
O vírus pantaneiro é geneticamente únicoO vírus da AIE encontrado no Pantanal difere geneticamente das amostras do resto do mundo. A Embrapa concluiu o sequenciamento do genoma local, um dado que pode ser decisivo para o desenvolvimento futuro de diagnósticos específicos para a região e, eventualmente, de vacinas.
A ironia da extinçãoO cavalo que resistiu a cheias, secas, calor extremo e doenças por séculos quase desapareceu por uma razão simples: parecia menos imponente do que raças importadas. A seleção humana por aparência quase destruiu em décadas o que a seleção natural havia construído em trezentos anos.

Ficha técnica

Nome oficialRaça Pantaneira / Cavalo Pantaneiro
OrigemPantanal Mato-Grossense, Brasil
Base genéticaCavalos ibéricos (séculos XVI a XVIII), moldados por seleção natural no Pantanal
Reconhecimento oficial1972, MAPA, Registro nº 17, Portaria nº 06 de 19/07/1972
Padrão racial aprovadoFevereiro de 2012 (MAPA)
AssociaçãoABCCP, Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro, sede em Poconé (MT)
Altura1,35 m a 1,50 m na cernelha (média de 1,42 m)
Pelagens aceitasTordilha, baia, alazã, castanha, palomino, zaino, rosilha e preta
Animais registrados~5.000 puros (ABCCP)
CriadoresMais de 130, em 21 sub-regiões
Status de conservação"Raro" (anteriormente "vulnerável")
PesquisaEmbrapa Pantanal, núcleo na Fazenda Nhumirim (Nhecolândia, MS) desde 1988
Usos principaisManejo de gado extensivo, enduro, rédea, equoterapia, turismo de natureza

O cavalo pantaneiro é uma raça brasileira reconhecida oficialmente?

Sim. A ABCCP foi criada em 1972 e reconhecida pelo Ministério da Agricultura pelo Registro nº 17, Portaria nº 06 de 19/07/1972. O padrão racial foi aprovado pelo MAPA em fevereiro de 2012.⁷

Qual é a diferença entre o pantaneiro e o lavradeiro?

São raças distintas, formadas pelo mesmo processo: cavalos ibéricos moldados por biomas diferentes. O pantaneiro se desenvolveu no Pantanal e tem reconhecimento oficial e associação de criadores desde 1972. O lavradeiro se formou nas savanas de Roraima e ainda não tem reconhecimento oficial nem associação de criadores.¹

O que é o "sentido do gado" no pantaneiro?

É uma aptidão natural documentada pelos pesquisadores: a capacidade do animal de acompanhar e antecipar o movimento do gado durante o manejo, sem necessidade de treinamento intensivo. Os criadores e a Embrapa priorizam essa característica funcional nos programas de seleção, acima de aspectos estéticos.¹

O pantaneiro serve apenas para o trabalho no campo?

Não. Além do manejo extensivo de gado bovino, a raça participa de provas de enduro e rédea em nível nacional. Exemplares pantaneiros já foram campeões do Torneio de Rédea em categorias abertas. Na equoterapia e no turismo de natureza, o temperamento dócil e a resistência climática também são valorizados.¹

Quantos cavalos pantaneiros existem hoje?

A Embrapa estima cerca de 100 mil equinos no Pantanal, mas a maioria é mestiça. A ABCCP tem cerca de 5 mil animais registrados, com mais de 130 criadores em 21 sub-regiões. A raça saiu do status "vulnerável" para "raro" nos critérios de conservação, ainda uma situação que demanda atenção.¹ ⁴

O pantaneiro é adequado para quem não mora no Pantanal?

Sim. A rusticidade e o temperamento dócil da raça funcionam fora do bioma de origem. Criadores de Mato Grosso do Sul, São Paulo e outros estados utilizam pantaneiros no trabalho de gado e no esporte. A adaptação ao calor intenso é uma vantagem em qualquer região de clima tropical.¹

Fontes

  1. Santos, Sandra Aparecida; Salis, Suzana Maria; Comastri Filho, José Anibal (editores técnicos). Cavalo Pantaneiro: Rústico por Natureza. Embrapa Pantanal, Brasília, 2016. ISBN 978-85-7035-517-1.
  2. Embrapa Pantanal. Caracterização e Conservação do Cavalo Pantaneiro. Corumbá, MS, 2008.
  3. Embrapa Pantanal. Pesquisa comprova impacto da anemia infecciosa equina em cavalos pantaneiros. 19/01/2016. Disponível em: embrapa.br.
  4. Embrapa Pantanal. Pesquisa comprova extensa variabilidade genética de cavalo Pantaneiro. 19/04/2017. Disponível em: embrapa.br.
  5. Souza, Julio C. et al. Cavalo Pantaneiro: patrimônio genético, cultural e adaptabilidade ao bioma Pantanal. ALPA no Campo, v.4, n.16, dezembro de 2025.
  6. Silva, A.C.M. et al. Genetic variability in local Brazilian horse lines using microsatellite markers. Genetics and Molecular Research, v.11, n.2, p.881-890, 2012.
  7. Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro (ABCCP). Padrão Racial da Raça Pantaneira. Poconé, MT. Aprovado pelo MAPA em 06/02/2012.
André Ferreira

André Ferreira

André é o responsável atual pela condução editorial e estratégica do Multicavalos, um portal voltado ao universo equestre. Entusiasta do ramo, André dedica-se ao estudo e à observação do setor, buscando compreender suas práticas, rotinas, desafios e evoluções.