Cavalos e Suas Origens: Cavalo Baixadeiro — O Cavalo Brasileiro Cujo Casco Evoluiu na Água

O cavalo Baixadeiro é ecótipo do Maranhão, adaptado a campos alagados. Estudo da USP mostra arquitetura ungueal única que reduz incidência de laminite.

Cavalos e Suas Origens: Cavalo Baixadeiro — O Cavalo Brasileiro Cujo Casco Evoluiu na Água
Tropa em pasto alagado durante a cheia, cena típica da criação extensiva da Baixada Maranhense documentada por Gazolla, Lima e Serra na pesquisa que caracterizou fenotipicamente 305 cavalos Baixadeiros entre 2003 e 2004.
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Na Baixada Maranhense, em qualquer ano dos últimos 400, durante a cheia: um vaqueiro atravessa o campo alagado a cavalo. A água passa do peito do animal. Em qualquer outra parte do mundo, esse cavalo estaria com laminite, casco apodrecido, falange rotacionada. Aqui, segue.
1615Presença documentada de cavalos na Baixada Maranhense
6 mesesPeríodo em que a Baixada Maranhense permanece alagada por ano
2016Microscopia da USP revela arquitetura ungueal específica
O Cavalo Baixadeiro é um ecótipo equino brasileiro originário da microrregião da Baixada Maranhense, no oeste do Maranhão.¹

É tratado pela Embrapa, no programa de conservação de recursos genéticos animais iniciado em 1981, como ecótipo localmente adaptado, junto ao Lavradeiro de Roraima, ao Marajoara e Puruca de Marajó, e ao Pantaneiro do Pantanal. Falta-lhe associação de criadores ativa, stud book e reconhecimento como raça oficial pelo MAPA.¹ ²

O que ele tem de raro é específico e documentado: ao longo de quatro séculos numa região que alaga seis meses por ano, desenvolveu uma arquitetura de casco que reduz drasticamente a incidência de laminite, doença que costuma ser fatal para qualquer cavalo exposto a essas condições. A descoberta veio por microscopia eletrônica em laboratório de São Paulo.³

1615: cavalos chegam à Baixada Maranhense

Os primeiros cavalos chegaram ao Brasil pelo litoral, com os portugueses, em 1535 (Pernambuco, com Duarte Coelho) e 1549 (Bahia, com Tomé de Souza). De lá, foram conduzidos para o interior, especialmente para Bahia, Pernambuco, Ceará, Piauí e Maranhão.⁴

O livro Cavalos & Jumentos do Brasil, publicado pela Embrapa, registra 1615 como o ano em que cavalos passam a estar documentadamente presentes na Baixada Maranhense, marcando a origem do ecótipo Baixadeiro.⁴

Os animais que chegaram eram de origem ibérica, com presença genética provável de Garrano, Sorraia, Berbere e Marismeño, raças que formavam a base do estoque equino português e espanhol da época.¹ ⁴

A Baixada não era um destino comercialmente atraente. Era um destino possível: chão para onde animais podiam ir e ficar. Foi criado solto, sem manejo, em pasto nativo, e foi a natureza que se encarregou da seleção pelos séculos seguintes.⁵

A Baixada que alaga seis meses por ano

A Baixada Maranhense é uma planície de cerca de 1,7 milhão de hectares no oeste do Maranhão, formada pelos rios Pindaré, Mearim, Grajaú e seus afluentes.⁶

Tem dois períodos climáticos marcados: um de seca, de julho a dezembro, e um de chuvas intensas, de janeiro a junho. No período de chuvas, os campos enchem e o terreno fica argiloso. Em algumas áreas, o nível da água permanece acima do peito de um cavalo por meses.⁶

A região foi reconhecida em 2000 como Sítio Ramsar, área úmida de importância internacional, sob o nome de Reentrâncias Maranhenses.⁶

Em qualquer outra parte do mundo, um cavalo exposto a essas condições por seis meses contrairia laminite, pododermite ou casco apodrecido. O Baixadeiro foi produzido por essas condições, e é nelas que sobrevive.³

2016: a microscopia da USP revela o que o casco tem de diferente

Em 2016, na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, a pesquisadora Adriana Raquel de Almeida da Anunciação, sob orientação da Professora Titular Maria Angélica Miglino, defendeu dissertação de mestrado com objetivo específico: explicar, em termos morfológicos, por que o Baixadeiro não desenvolve laminite.³

Foram coletadas amostras de quatro Baixadeiros e quatro Puro-Sangue Inglês, analisadas por macroscopia, microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura.³

Os achados foram precisos. Sob microscopia de luz, o tecido conjuntivo entre as lamelas epidérmicas se mostrou mais espesso no Baixadeiro, e as lamelas distais mais compactas que as proximais.³

Sob microscopia eletrônica de varredura, o espaço intertubular do estrato médio era maior no Baixadeiro. Nenhuma dessas diferenças aparece no Puro-Sangue Inglês.³

A interpretação da pesquisadora: essa arquitetura sugere maior adesão da cápsula da úngula à falange distal, reduzindo a incidência de rotação da falange e, consequentemente, de laminite.³

O casco do Baixadeiro é estruturalmente mais bem ancorado no osso interno do que o de um cavalo europeu, diferença anatômica produzida por quatro séculos de seleção natural.³

O cavalo que escapa aos parâmetros europeus

Em 2017, na UEMA, Luiz Bruno Oliveira Chung aplicou ao Baixadeiro o Sistema Eclético de Lesbre, conjunto de proporções corporais formulado em 1920 pelo veterinário francês François-Xavier Lesbre.⁷

Os resultados mostraram valores discrepantes em todas as medidas lineares quando comparado ao padrão europeu de Lesbre. O ecótipo é classificado pelo sistema clássico como totalmente desproporcionado.⁷

O resultado mostra incompatibilidade entre um sistema formulado para cavalos europeus de manejo controlado, há um século, e um animal moldado por quatro séculos de seleção natural num ambiente alagado.⁷

O Baixadeiro escapa às proporções de Lesbre porque foi conformado por outras pressões: o solo úmido, o pasto pobre, a distância dos centros de criação seletiva.⁷

A genética compartilhada com Marajoara, Puruca e Lavradeiro

Estudos com marcadores moleculares de DNA mitocondrial, particularmente o D-loop, mostram que o Baixadeiro divide base genética com outros ecótipos brasileiros do norte e nordeste.⁸

Maria Beatriz Nogueira, na dissertação defendida em 2021 na Universidade de Brasília, concluiu que Baixadeiro, Marajoara, Puruca e Lavradeiro apresentam a mesma base genética, dificultando a diferenciação entre esses grupos.⁸

Estudos anteriores de Patrícia Ianella e colaboradores (Genetics and Molecular Biology, 2017) e posteriores de Jaqueline da Silva Alves (Gene, 2021) confirmaram diversidade haplotípica de D-loop e variabilidade de nucleotídeos no ecótipo.⁹ ¹⁰

O quadro consolidado é o de um ecótipo formado pelo material ibérico que chegou ao Nordeste, foi disperso para a Amazônia via Belém e Marajó, e gerou tipos locais distintos por adaptação a ecossistemas diferentes: Marajoara para a ilha, Puruca como variedade menor, Lavradeiro para o lavrado de Roraima, Baixadeiro para a planície alagada do Maranhão.⁴ ⁸

O programa de conservação da Embrapa

Em 1981, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária criou o programa de conservação de recursos genéticos animais. A iniciativa percorreu o país identificando raças, tipos e grupos genéticos adaptados aos diferentes biomas brasileiros.¹ ¹¹

O Baixadeiro foi incluído no inventário. O livro Cavalos & Jumentos do Brasil, publicado pela Embrapa em 2022, traz capítulo específico sobre o ecótipo, a partir da página 137.¹

A presença no programa não significa, na prática, núcleo de conservação centralizado. Limitações de recursos e de pessoal inviabilizaram a manutenção de núcleos formais para vários ecótipos, e o acompanhamento se faz hoje em propriedades particulares.¹

305 cavalos medidos: o estudo de Gazolla, Lima e Serra

Entre novembro de 2003 e fevereiro de 2004, três pesquisadores da UEM fizeram o trabalho de campo mais completo sobre o ecótipo: Afrânio Gonçalves Gazolla, zootecnista doutor pela Unesp-Jaboticabal e integrante da rede Embrapa de conservação do Baixadeiro, com Francisco Carneiro Lima e Osvaldo Rodrigues Serra.¹⁶

Foram visitadas 25 propriedades em Pinheiro, São Bento e Bacurituba, e mensurados 305 cavalos com idade igual ou superior a três anos. O efetivo equino total da Baixada Maranhense foi estimado em 24 mil animais.¹⁶

O resultado biométrico classificou o Baixadeiro como pônei, com altura média de 125 cm na cernelha (128 cm machos, 123 cm fêmeas) e 127 cm na garupa. O ecótipo foi caracterizado tecnicamente como baixo de frente, helipométrico, com baixo coeficiente de variação nas medidas, indicando uniformidade fenotípica.¹⁶

O estudo encontrou alta prevalência de doenças endêmicas: 27,36% dos animais positivos para Anemia Infecciosa Equina, 31,80% para erlichiose, 15,78% para babesiose. As pelagens predominantes são tordilha (51,8%), castanha (27,87%), rosilha (7,87%), baia (5,9%) e alazã (2,95%).¹⁶

UEMA, IFMA e a Rede REBAX

A pesquisa local sobre o Baixadeiro avançou em 2012 com nova equipe interinstitucional para diagnóstico sanitário, coordenada pela Profa. Ana Clara Gomes dos Santos, da UEMA, com Daniel Praseres Chaves, da UEMA, e Danilo Rodrigues Barros Brito, do IFMA Maracanã. O grupo é financiado pela FAPEMA via Rede de Pesquisa da Baixada Maranhense (REBAX).¹²

Em 2013, Edvaldo Franco Amorim Filho defendeu na UEMA pesquisa específica sobre Rickettsia em equinos do grupamento Baixadeiro e em ectoparasitas potencialmente vetores de patógenos.¹³

Os achados confirmam o quadro de Gazolla, Lima e Serra e adicionam ameaças cumulativas: cruzamentos indiscriminados, acasalamentos consanguíneos, e pouco controle sanitário no manejo extensivo.¹² ¹⁶

O Baixadeiro no Brasil de hoje

O Maranhão concentra cerca de 164 mil equinos, segundo maior rebanho do Nordeste, sendo a maior parte mestiça. O Baixadeiro puro divide espaço com cruzamentos diversos, levados à região por criadores que buscam aumentar o porte e o valor comercial.¹² ¹⁶

Para os trabalhadores rurais da Baixada, o cavalo continua sendo, como observa pesquisa do IFMA Pinheiro, instrumento de subsistência e trabalho rural numa região onde estradas alagam metade do ano.¹²

A pressão pela motocicleta, a mecanização e a falta de incentivo institucional reduzem o uso do animal nas propriedades. A ausência de associação reconhecida deixa o Baixadeiro sem o tipo de proteção que raças oficiais como Mangalarga Marchador ou Crioulo Gaúcho têm.¹ ¹²

Linha do tempo

1535Primeiros cavalos chegam ao Brasil em Pernambuco, com Duarte Coelho.
1549Tomé de Souza traz cavalos para a Bahia, vindos de Cabo Verde.
1615Presença documentada de cavalos na Baixada Maranhense, origem do ecótipo Baixadeiro.
1920François-Xavier Lesbre publica na França o Sistema Eclético de proporções corporais equinas.
1981Embrapa cria o programa de conservação de recursos genéticos animais brasileiros.
2000Reentrâncias Maranhenses, incluindo a Baixada, são reconhecidas como Sítio Ramsar de importância internacional.
2003-04Gazolla, Lima e Serra fazem o trabalho de campo que mensura 305 cavalos Baixadeiros em Pinheiro, São Bento e Bacurituba (publicado em 2016).
2012Equipe UEMA, IFMA e FAPEMA, coordenada por Ana Clara Gomes dos Santos, inicia pesquisa sanitária sobre o Baixadeiro via REBAX.
2013Edvaldo Franco Amorim Filho defende pesquisa sobre Rickettsia em equinos Baixadeiro na UEMA.
2016Adriana Raquel de Almeida da Anunciação publica dissertação de mestrado na FMVZ-USP descrevendo a arquitetura ungueal específica do Baixadeiro.
2017Luiz Bruno Oliveira Chung publica TCC na UEMA com mensurações morfométricas comparadas ao Sistema Eclético de Lesbre.
2019Anunciação defende tese de doutorado na FMVZ-USP, expandindo a caracterização para o aparelho tegumentar e diferenciação de células-tronco.
2022Embrapa publica o livro Cavalos & Jumentos do Brasil, com capítulo dedicado ao Baixadeiro.

Curiosidades

O apelido lusitano dos trópicosEm fóruns equestres brasileiros, o Baixadeiro é frequentemente chamado de "lusitano dos trópicos", em referência aos traços ibéricos visíveis na cabeça e no andamento. A comparação tem fundamento histórico: o material genético que originou o ecótipo é mesmo de raças ibéricas. Mas o Baixadeiro não é Lusitano. Quatro séculos de seleção natural num bioma alagado o levaram para outro ponto morfológico, com porte de pônei e adaptações que o Lusitano não tem.¹⁴
Baixadeiro contra Puro-Sangue Inglês na microscopiaNo estudo de 2016, o casco do Baixadeiro mediu, em média, 10,22 cm de comprimento e 9,83 cm de largura. O do Puro-Sangue Inglês, 13,47 cm e 12,54 cm. Mas é a estrutura interna, sob microscopia eletrônica, que faz a diferença para a sobrevivência em terreno alagado.³
Banco de células-tronco do BaixadeiroNo doutorado defendido por Anunciação na FMVZ-USP em 2019, foram isolados fibroblastos do Baixadeiro com alta capacidade de proliferação e marcação positiva para células-tronco mesenquimais. O trabalho incluiu protocolo de descelularização de pele e diferenciação de células-tronco em queratinócitos, com propósito de manter banco de material genético do ecótipo.¹⁵

Ficha técnica

OrigemBaixada Maranhense, oeste do estado do Maranhão. Origem ibérica, datada documentalmente a partir de 1615.
StatusEcótipo brasileiro localmente adaptado, não raça oficialmente reconhecida pelo MAPA.
ConservaçãoPrograma de conservação de recursos genéticos animais da Embrapa, desde 1981.
AssociaçãoNão há associação brasileira de criadores ativa nem registro genealógico nacional.
AlturaMédia de 125 cm na cernelha (128 cm machos, 123 cm fêmeas), 127 cm na garupa. Classificado como pônei segundo Gazolla et al. (2016).
PesoEstimado entre 250 e 320 kg em animais adultos.
PelagensTordilha (51,8%), castanha (27,87%), rosilha (7,87%), baia (5,9%), alazã (2,95%), segundo Gazolla et al. (2016).
AdaptaçõesCasco com arquitetura ungueal específica que reduz incidência de laminite. Resistência a alagamento prolongado.
Manejo típicoCriação extensiva, em pasto nativo, com pouco ou nenhum manejo sanitário sistemático.
GenéticaBase compartilhada com Marajoara, Puruca e Lavradeiro, segundo Nogueira (2021).
AptidõesTrabalho rural, transporte, vaquejada local. Subsistência em região com infraestrutura limitada.
Onde encontrarPinheiro, São Bento, Viana, Anajatuba, São Vicente Ferrer, Palmeirândia (Maranhão).
O cavalo Baixadeiro é uma raça oficialmente reconhecida?

Não. O Baixadeiro é classificado como ecótipo, sem stud book, sem associação brasileira de criadores reconhecida pelo MAPA, e sem registro genealógico nacional. A Embrapa o trata como ecótipo localmente adaptado, junto a outros ecótipos como Lavradeiro, Marajoara, Puruca e Pantaneiro. Ecótipo é um grupo genético formado por seleção natural num ambiente específico, sem o manejo seletivo controlado por associação que define uma raça oficial.¹ ⁴

Por que o cavalo Baixadeiro não tem laminite mesmo vivendo em campos alagados?

Por causa da arquitetura do casco. Em 2016, Adriana Raquel de Almeida da Anunciação, sob orientação da Profa. Maria Angélica Miglino na FMVZ-USP, comparou cascos de Baixadeiros com Puro-Sangue Inglês usando microscopia eletrônica. O Baixadeiro tem o tecido conjuntivo entre as lamelas epidérmicas mais espesso, lamelas distais mais compactas e maior espaço intertubular do estrato médio. Essa arquitetura sugere maior adesão da cápsula da úngula à falange distal, reduzindo a incidência de rotação da falange e, consequentemente, de laminite.³

Qual a diferença entre Baixadeiro e Pantaneiro?

Visualmente são parecidos: ambos cavalos rústicos de origem ibérica adaptados a ambientes úmidos. Mas o Baixadeiro é classificado como pônei, com altura média de 125 cm na cernelha segundo Gazolla et al. (2016), contra 1,40 a 1,50 metros do Pantaneiro. Vivem em ecossistemas distintos (Baixada Maranhense versus Pantanal mato-grossense) e têm bases genéticas diferentes: o Baixadeiro compartilha base com Marajoara, Puruca e Lavradeiro; o Pantaneiro segue ramo próprio e tem associação reconhecida.⁸ ¹⁶

Quantos cavalos Baixadeiros existem hoje?

Não há censo confirmado da população pura. Gazolla, Lima e Serra estimaram 24 mil equinos no efetivo total da Baixada Maranhense (2003-2004). O Maranhão tem cerca de 164 mil equinos no total, segundo maior rebanho do Nordeste, mas a maioria é mestiça. Pesquisadores da UEMA e do IFMA documentam que cruzamentos indiscriminados, endogamia e doenças parasitárias têm reduzido a população do tipo puro.¹² ¹⁶

Onde encontrar o cavalo Baixadeiro no Brasil?

Na microrregião da Baixada Maranhense, no oeste do Maranhão. Os animais são criados principalmente em Pinheiro, São Bento, Bacurituba, Viana, Anajatuba, São Vicente Ferrer e Palmeirândia, em regime extensivo, soltos em pasto nativo. A UEMA, com campus em Pinheiro, mantém grupo de pesquisa específico sobre o ecótipo.¹²

Fontes

  1. EMBRAPA. Cavalos & Jumentos do Brasil. Brasília: Embrapa, 2022. Capítulo sobre Cavalo Baixadeiro a partir da p. 137. Disponível em: alice.cnptia.embrapa.br.
  2. EMBRAPA. Programa de Conservação de Recursos Genéticos Animais. Iniciado em 1981 pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Inclui o Baixadeiro como ecótipo localmente adaptado. Site institucional: embrapa.br/recursos-geneticos-e-biotecnologia.
  3. ANUNCIAÇÃO, A. R. A. Aspectos do desenvolvimento morfológico, morfométrico e ultraestrutural do aparelho ungueal do cavalo Baixadeiro. Dissertação de Mestrado, FMVZ-USP, 2016. Orientadora: Maria Angélica Miglino. Disponível em: teses.usp.br/tde-25052016-142032.
  4. BRAGA, R. M. O ecótipo Cavalo Lavradeiro. In: EMBRAPA, Cavalos & Jumentos do Brasil, p. 79-108, 2022. Inclui cronologia e rotas de introdução de equinos no Brasil, registrando 1615 como marco da presença na Baixada Maranhense. Disponível em: alice.cnptia.embrapa.br.
  5. TEIXEIRA, J. C. Condicionamentos históricos e ecológicos do Cavalo Marajoara. O Cavalo Marajoara, n. 12, p. 13, 1995. Referência clássica sobre formação dos ecótipos equinos da Amazônia e do Maranhão.
  6. CONVENÇÃO DE RAMSAR. Reentrâncias Maranhenses. Sítio Ramsar nº 622, designado em 14 de julho de 1993. Inclui a Baixada Maranhense como área úmida de importância internacional. Disponível em: rsis.ramsar.org/ris/622.
  7. CHUNG, L. B. O. Caracterização morfológica, índices morfométricos e avaliação testicular do cavalo baixadeiro. Trabalho de Conclusão de Curso, UEMA, 2017. Aplica o Sistema Eclético de Lesbre. Disponível em: repositorio.uema.br.
  8. NOGUEIRA, M. B. Estrutura genética fina das raças brasileiras de cavalos. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília, 2021. 127 p.
  9. IANELLA, P. et al. D-loop haplotype diversity in Brazilian horse breeds. Genetics and Molecular Biology, v.40, n.3, Ribeirão Preto, 2017. Disponível em: PMC5596364.
  10. ALVES, J. S. et al. Variability analyses of the maternal lineage of horses and donkeys. Gene, v. 769, 2021. 9 p.
  11. ALBUQUERQUE, M. S. M.; LANELLA, P. (ed.). Inventário de Recursos Genéticos de Animais da Embrapa. Brasília: Embrapa, 2016. 108p.
  12. IFMA Campus Pinheiro. Pesquisadores do Campus Maracanã e da UEMA estudam cavalo baixadeiro. Reportagem institucional, 10 maio 2012. Coordenação Profa. Ana Clara Gomes dos Santos. Disponível em: pinheiro.ifma.edu.br.
  13. AMORIM FILHO, E. F. Pesquisa de Rickettsia em equinos do grupamento racial cavalo baixadeiro e em ectoparasitas potencialmente vetores de patógenos, na microrregião da Baixada Maranhense, Maranhão, Brasil. Universidade Estadual do Maranhão, 2013.
  14. Blog Cavalo Nordestino. Cavalo Baixadeiro do Maranhão. Janeiro de 2017. Referência popular ao apelido "lusitano dos trópicos". Disponível em: cavalonordestino.blogspot.com.
  15. ANUNCIAÇÃO, A. R. A. Caracterização morfológica do aparelho tegumentar e diferenciação de células pluripotentes induzidas em queratinócitos de equinos pertencentes ao grupamento racial Baixadeiro. Tese de Doutorado, FMVZ-USP, 2019. Disponível em: teses.usp.br/tde-08042020-145007.
  16. GAZOLLA, A. G.; LIMA, F. C.; SERRA, O. R. Condições de Manejo, Conservação, Estado Sanitário e Caracterização Fenotípica do Cavalo Baixadeiro. Revista RG News 2(1), Sociedade Brasileira de Recursos Genéticos, 2016. Estudo de campo com 305 animais em 25 propriedades, conduzido entre novembro de 2003 e fevereiro de 2004 nos municípios de Pinheiro, São Bento e Bacurituba. Disponível em: recursosgeneticos.org.
André Ferreira

André Ferreira

André é o responsável atual pela condução editorial e estratégica do Multicavalos, um portal voltado ao universo equestre. Entusiasta do ramo, André dedica-se ao estudo e à observação do setor, buscando compreender suas práticas, rotinas, desafios e evoluções.