Cavalos e Suas Origens: Cavalo Morgan — A Primeira Raça Americana, Nascida de Um Único Garanhão

O cavalo Morgan nasceu em 1789 de um garanhão chamado Figure, em Vermont. Primeira raça americana, influenciou Quarto de Milha e Standardbred.

Cavalos e Suas Origens: Cavalo Morgan — A Primeira Raça Americana, Nascida de Um Único Garanhão
Garanhão Morgan baio em "parked out", a pose clássica de exposição da raça com membros anteriores avançados e posteriores recuados. Foto: Selena N / CC BY 2.0 / Wikimedia Commons.
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Em 1791, um professor de canto coral chamado Justin Morgan voltou a pé de Springfield para Randolph, Vermont, levando três cavalos recebidos como pagamento de uma dívida. Um deles era um potro baio de dois anos chamado Figure. O homem morreu sete anos depois, falido e esquecido. O cavalo viveu mais 23, passou por sete donos, e fundou a primeira raça americana.
1789Nascimento de Figure, fundador da raça
FigureToda a raça descende dele
1907Fazenda federal do Morgan em Vermont
O Cavalo Morgan, ou Morgan horse em inglês, é a raça americana mais antiga em registro contínuo. O stud book oficial é mantido pela American Morgan Horse Association (AMHA), fundada em 1909 sob o nome Morgan Horse Club, renomeada em 1971, e sediada desde 2020 no Kentucky Horse Park, em Lexington, Kentucky. O registro foi fechado em 1948.¹ ²

Segundo dados da AMHA e da Wikipedia equestre baseada em registros da própria associação, aproximadamente 179.000 animais foram inscritos ao longo de sua história, com cerca de 90.000 vivos no mundo, número estimado a partir de 2010-2012.¹ ²

No Brasil, a representação institucional é a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Morgan, fundada em 1994 com sede em Porto Alegre. Conforme estimativas reproduzidas por publicações brasileiras do agronegócio equestre, o plantel nacional gira em torno de 2.000 animais.³ ⁴

1791: Justin Morgan caminha para casa com três cavalos

Justin Morgan nasceu em West Springfield, Massachusetts, em 1747. Era professor de canto coral, compositor de hinos religiosos e fazendeiro. Suas peças, especialmente o hino Montgomery, baseado no Salmo 63, estavam entre as cem músicas mais publicadas no século XVIII americano.⁵ ⁶

Em 1788, mudou-se para Randolph, Vermont, onde também atuou como tabelião municipal. Criava cavalos como atividade secundária.⁵ ⁶

Em 1791, Justin recebeu três cavalos como pagamento de uma dívida em Springfield. Um deles era um potro baio nascido em 1789. Ele o chamou de Figure.⁵ ⁷

A paternidade do cavalo nunca foi documentada com certeza. A versão mais aceita pela AMHA aponta True Briton, um garanhão de linhagem inglesa, possivelmente Puro-Sangue. A égua-mãe pertencia à linhagem Wildair, criada pelo próprio Justin Morgan.⁵ ⁷
Quem foi mesmo o pai de Figure?A AMHA registra True Briton como pai mais provável, baseada em depoimento de John Morgan em 1846. Mas a documentação contemporânea ao nascimento de Figure não existe. Outros pesquisadores levantam Welsh Cob, Friesian importado por colonos holandeses, ou combinação de tipos. Figure foi descrito por seus criadores do século XIX como um sport, termo da época para um animal cujas características não correspondiam a nenhum dos pais e surgiam de combinação genética rara. A indefinição é parte da história. O Morgan não nasceu de um pedigree claro. Nasceu de um cavalo cujo aparecimento o próprio sistema de criação da época não conseguia explicar. 

Figure tinha cerca de 1,42 metros, conformação compacta, pescoço arqueado e força incomum para o tamanho. Justin Morgan o usou em trabalho de fazenda e logo passou a oferecê-lo como reprodutor em Randolph e cidades vizinhas. 

Em 1796, numa milha de competição em Brookfield, Vermont, Figure venceu dois cavalos de corrida vindos de Nova York. A estrada onde correu existe até hoje com o nome oficial Morgan Mile Road, na divisa entre Brookfield e Randolph Center. Em 2020, o Vermont Department of Historic Preservation instalou no local um marcador histórico oficial sobre Justin Morgan e Figure.  ²⁴

Justin Morgan, o homem, morreu de tuberculose em 1798 aos 51 anos, falido. O que tinha de mais valioso era um cavalo que já havia mudado de mãos para liquidar dívidas. 

Figure trocou de proprietário sete vezes nas duas décadas seguintes, trabalhando em fazendas, puxando cargas entre cidades, sendo anunciado como reprodutor por sucessivos donos. Em 22 de julho de 1817, foi montaria de desfile do presidente James Monroe em Montpelier. 

Morreu em 1821, com 32 anos, em Chelsea, Vermont, de uma infecção causada por um coice não tratado de outro cavalo. 

Três filhos e uma raça inteira

Os registros documentam apenas seis filhos diretos de Figure, mas três deles concentraram a herança da raça: Sherman, Bulrush e Woodbury. Os três foram garanhões de pé na Nova Inglaterra do início do século XIX.² ⁵

Sherman, alazão, transmitia velocidade no trote. Bulrush, baio escuro, era conhecido pela resistência em arreio. Woodbury, alazão de 1,50 metro, ficou anos como reprodutor em Vermont e produziu descendentes que se espalharam pelo nordeste americano.² ⁵

A geração seguinte concentrou a influência. Black Hawk, filho de Sherman, nasceu em 1833 e foi um dos trotadores mais famosos da história americana, com recorde de carreira invicta em arreio. Ethan Allen, filho de Black Hawk em 1849, foi campeão mundial de trote e está no Hall da Fama do hipismo americano.² ⁵

Black Hawk acabou se tornando garanhão fundador também do Standardbred, do American Saddlebred e do Tennessee Walking Horse, três das principais raças americanas de sela criadas no século XIX.² ⁵

Em 2019, um estudo de cromossomo Y publicado em Scientific Reports, conduzido por equipe da Universidade de Medicina Veterinária de Viena, analisou 130 cavalos de raças intensivamente selecionadas.⁸

Os pesquisadores identificaram que a paternidade do Morgan moderno forma um haplotipo próprio, chamado Tb-oB2a, dentro do clade Tb que inclui também Puro-Sangue Inglês e Akhal-Teke.⁸

O agrupamento privado dos garanhões Morgan numa linha distinta confirma geneticamente o que o stud book já dizia: a linhagem paterna da raça passou por uma boca de garrafa e o material genético masculino atual descende de uma população formadora restrita.⁸

Vale dizer que a frase comum de que toda a raça descende de Figure é correta no plano genealógico: cada Morgan registrado tem Figure no pedigree por linha paterna ou materna. No plano biológico, é uma simplificação. Cada cavalo tem dois pais, quatro avós e milhares de ancestrais distantes.

As éguas com as quais Figure cruzou e as éguas que vieram depois trouxeram material genético próprio. O cromossomo Y revela só a linhagem paterna. A raça inteira de fato passa por Figure como ponto de convergência genealógica, mas o conjunto genético do Morgan moderno é resultado de duzentos anos de cruzamentos selecionados, não de cópias do garanhão de 1789.

Os Morgans na Guerra Civil e a fundação de outras raças

Quando a Guerra Civil Americana começou em 1861, o Morgan já era a montaria preferida dos cavaleiros do nordeste. A famosa cavalaria do estado de Vermont foi formada inteiramente com Morgans. O 5º Regimento de Cavalaria de Nova York, sob comando do coronel John Hammond, foi montado em 108 Morgans comprados na região do Lago Champlain, a maioria descendente de Black Hawk.⁹ ¹⁰

Dois cavalos da raça, em lados opostos do conflito, ficaram célebres como montarias de generais.⁹ ¹⁰

Rienzi, mais tarde rebatizado Winchester, era um castrado preto Morgan da linhagem Black Hawk, nascido em 1859 perto de Grand Rapids, Michigan, com 1,63 metros, mais alto que a média da raça. Foi presenteado em 1862 ao general unionista Philip Sheridan por um oficial do 2º Regimento de Cavalaria de Michigan, na cidade de Rienzi, Mississippi.⁹ ¹⁰

Em 19 de outubro de 1864, Rienzi galopou cerca de 32 quilômetros entre Winchester e Cedar Creek, na Virgínia, levando Sheridan para conter o avanço confederado e reverter a batalha em favor da União. O episódio virou o poema Sheridan's Ride, de Thomas Buchanan Reed.⁹ ¹⁰

Rienzi morreu em 1878 e foi preservado pelo general. Está em exibição permanente no Smithsonian National Museum of American History, em Washington.¹¹

Little Sorrel, alazão Morgan de 1,42 metros, foi montaria do general confederado Stonewall Jackson de 1861 a 1863. Acompanhou Jackson em quase todas as suas campanhas no Vale do Shenandoah e estava sob ele quando o general foi mortalmente ferido em Chancellorsville, em maio de 1863.⁹ ¹⁰

Sobreviveu até 1885, ou 1886 segundo outras fontes, com cerca de 35 anos. Sua pele foi montada e está exposta no Virginia Military Institute Museum, em Lexington, Virgínia. Os ossos, devolvidos pelo Carnegie Museum em 1997 após décadas separados, foram cremados e enterrados ao pé da estátua de Stonewall Jackson nos jardins da escola militar.⁹ ¹⁰

Após a guerra, Morgans foram exportados, vendidos para o oeste americano e usados como montarias de Pony Express e cavalaria. Comanche, mestiço Morgan-Mustang baio do capitão Myles Keogh, foi o único cavalo do destacamento de Custer encontrado vivo dois dias após a Batalha de Little Bighorn, em 1876.⁹

Ferido, foi resgatado, recuperou-se e morreu em 1891. Está em exibição no Museu de História Natural da Universidade do Kansas.⁹

A influência do Morgan na formação de outras raças americanas é difícil de exagerar. O Quarto de Milha incorporou seu sangue na linhagem velocista. O Standardbred deve a Black Hawk parte significativa de sua linhagem trotadora. O Tennessee Walking Horse e o American Saddlebred têm Black Hawk e outros descendentes de Figure entre seus garanhões fundadores.⁵

Estudo de Cothran e colaboradores publicado em 2024 testou cerca de 8.520 cavalos de 235 populações ferais do oeste americano, ao longo de 20 anos de coleta, comparando-os com raças domésticas estabelecidas. Análises citadas pela literatura especializada apontam o Morgan e o Quarto de Milha entre as raças com maior frequência genética nesses rebanhos.¹²

O Morgan também influenciou o Hackney inglês, através de garanhões exportados no século XIX.⁵

1894: Joseph Battell e o primeiro registro genealógico

Joseph Battell, nascido em 1839 em Middlebury, Vermont, era publicador, legislador estadual e filantropo. A partir dos anos 1870, comprou éguas e garanhões Morgan que considerava de melhor tipo. Em 1878, construiu um celeiro em Weybridge para abrigar e reproduzir o plantel.¹³ ¹⁴

Battell percebeu o que poucos contemporâneos enxergavam: cruzamentos com Standardbreds e Saddlebreds estavam diluindo o tipo original que Figure havia produzido.¹³

Em 1894, publicou o primeiro volume de The Morgan Horse and Register, com cerca de mil páginas de pedigrees aceitos. O critério de inclusão era explícito: o animal precisava ser rastreável a Justin Morgan em linha masculina direta e ter pelo menos 1/64 do sangue do fundador. Foi a primeira tentativa formal de delimitação da raça.¹⁵

Em 1909, durante a Vermont State Fair, criadores fundaram o Morgan Horse Club, embrião da atual AMHA, que absorveu os volumes do registro de Battell.¹ ²

1906: a doação que mudou o destino da raça

O início do século XX foi o período mais difícil para o Morgan. O automóvel chegava à Nova Inglaterra. Carruagens, diligências e carroças de carga perderam mercado em poucos anos. A função utilitária da raça desapareceu. Criadores comerciais liquidaram plantéis. A imprensa especializada passou a falar em risco de desaparecimento.¹⁵

Battell, então com 67 anos, tomou uma decisão pragmática. Em 1906, doou a fazenda inteira de Weybridge ao governo dos Estados Unidos. O acordo foi articulado politicamente para que o Departamento de Agricultura assumisse formalmente o programa de criação.¹³ ¹⁴

Em 1907, o USDA transferiu o rebanho ao local definitivo, com a missão pública de produzir cavalos de cavalaria para o Exército. A operação ficou conhecida como U.S. Government Morgan Horse Farm.¹⁶

A fazenda federal operou de 1907 a 1951. Padronizou um tipo Morgan robusto, com ossatura forte, conformação atlética e temperamento dócil. O garanhão General Gates foi a base reprodutiva inicial.¹⁴ ¹⁶

Os animais produzidos em Weybridge eram distribuídos a estações de remonta militar e a universidades agrícolas pelo país. Esse plantel federal definiu o que hoje se chama Government Family.¹⁴ ¹⁶

Em paralelo, criadores privados como Joseph Brunk, em Illinois, e Robert Lippitt Knight, em Vermont, mantiveram linhagens próprias que viraram referência.²

1951: o USDA dispersa o rebanho e a Universidade de Vermont assume

Em 1951, com a cavalaria militar americana praticamente desativada após a Segunda Guerra Mundial, o governo decidiu encerrar o programa federal de criação de cavalos. O rebanho da Government Farm foi dispersado. A Universidade de Vermont recebeu 25 cavalos e a propriedade inteira.¹⁴ ¹⁶

Outras universidades land-grant, como UMass Amherst e UConn, receberam parte do plantel e mantiveram programas Morgan próprios por anos.¹⁴

O UVM Morgan Horse Farm continua operando até hoje na mesma propriedade de 1878, em Weybridge, sob a Faculdade de Agricultura. É reconhecido como o programa contínuo de criação Morgan mais antigo do mundo. Foi listado no National Register of Historic Places em 1985.¹⁴ ¹⁶ ¹⁷

Atualmente abriga cerca de 40 cavalos descendentes diretos do plantel original de Battell, mantém programa de aprendizado para estudantes de ciências equinas e está aberto à visitação pública entre maio e outubro.¹⁴

As quatro famílias do Morgan moderno

O Morgan contemporâneo se organiza em quatro famílias reconhecidas pela AMHA, cada uma com foco de criação histórico distinto, todas convergindo para o mesmo padrão racial.² ¹⁹

GovernmentDescendentes do programa federal de Weybridge entre 1907 e 1951. Fundados no garanhão General Gates. É a maior das quatro famílias. Animais reconhecidos por ossatura substancial, conformação correta e atletismo. Continua sendo a base do programa UVM.
BrunkLinhagem do programa de Joseph Brunk, em Illinois, no início do século XX. Brunk concentrou éguas de criação tradicional de Vermont com garanhões selecionados pelo desempenho funcional. A família é associada a solidez física e capacidade atlética prolongada.
LippittLinhagem do programa de Robert Lippitt Knight, em Vermont, focada na manutenção do tipo antigo, próximo do Morgan original do século XIX, antes da influência do Saddlebred. Animais de Lippitt carregam o prefixo Lippitt no nome registrado e descendem do garanhão Ethan Allen 2nd. Dois clubes específicos cuidam da preservação da família.
Western WorkingFamília formada por animais sem ancestral comum único, agrupados pela função. São Morgans criados especificamente para o trabalho com gado no oeste americano. Linha que se aproxima do Quarto de Milha em uso, mantendo as características próprias do Morgan em conformação e temperamento.

Como é o cavalo Morgan

O Morgan é um cavalo compacto e atlético, com características que pouco se alteraram desde Figure. As pequenas variações entre famílias existem, mas a base padrão é estável:¹ ²
Altura1,42 m a 1,55 m na cernelha. A maioria dos animais modernos fica próxima de 1,50 m. É um cavalo médio para baixo, no padrão das raças de sela.¹ ¹⁹
PesoEntre 360 kg e 550 kg. A relação peso-altura é alta, característica que deu ao Morgan a fama histórica de superar cavalos maiores em provas de tração.¹⁹
PelagemPredominam castanho, baio e alazão. Aceita também preto, palomino, lobuno, cinza e gateado. Marcações brancas leves na cabeça e nas extremidades são comuns. Manchas extensas acima do joelho ou do jarrete desqualificam.¹ ¹⁹
Cabeça e pescoçoCabeça curta, larga na fronte, com perfil reto e orelhas pequenas. Pescoço bem inserido, alto e arqueado, característica visualmente marcante da raça e típica desde os primeiros descendentes diretos de Figure.¹
CorpoCompacto, com dorso curto, peito largo e profundo, garupa potente. Conjunto que produz força em arranque e capacidade prolongada de trabalho. É a conformação que tornou Figure famoso.¹⁹
MembrosCurtos, secos, com articulações firmes e cascos resistentes. Aprumos corretos. A pequena estatura combinada com membros bem aprumados é parte do equilíbrio mecânico que dá longevidade funcional ao Morgan.¹
TemperamentoDócil, cooperativo, com forte vínculo com o ser humano. Nos Estados Unidos, a raça é apelidada de the horse that chooses you, "o cavalo que escolhe você", expressão usada por criadores para descrever o padrão de comportamento social desses animais. Adapta-se bem a equoterapia, lazer, esporte amador e trabalho.¹ ¹⁹

Em saúde, a raça é considerada uma das mais sólidas entre as americanas. O estudo peer-reviewed de McCue e colaboradores publicado em Animal Genetics em 2010 estimou a prevalência da mutação GYS1, causadora de PSSM1, miopatia de armazenamento de polissacarídeos tipo 1, em 0,9 por cento entre 214 Morgans testados (2 portadores).²⁰

Estudo posterior conduzido pela Veterinary Genetics Laboratory da Universidade da Califórnia em Davis a pedido da AMHA, com 291 animais nascidos entre 2012 e 2021, encontrou 2 portadores e estimou frequência alélica em 0,35 por cento.²⁵

Como ponto de comparação, o mesmo paper McCue 2010 reportou frequências de até 62,4 por cento em algumas raças de tração europeias, incluindo Belga e Percheron, mostrando que o Morgan está entre as raças menos afetadas pela mutação.²⁰

A AMHA exige teste genético para o gene PLOD1, associado à Síndrome do Potro Frágil, e para variantes do gene frame overo, que causa a síndrome do potro branco letal em homozigotos.²¹

O Morgan no Brasil

Segundo fontes brasileiras especializadas, ainda sem confirmação em documentação primária, a raça chegou ao Brasil na década de 1920, em duas importações. A primeira teria sido feita pelo Ministério da Agricultura.³ ¹⁹

A segunda é citada nessas fontes como encomendada por Manuel Luiz Osório, descrito como neto do General Manuel Luís Osório, com o objetivo de melhorar a qualidade da cavalaria do Exército Brasileiro.⁴ ¹⁹

A raça nunca alcançou no Brasil a popularização que outras americanas conquistaram. O Quarto de Milha, importado a partir dos anos 1950, encontrou nicho perfeito no rodeio e na lida com gado, com mais de 600.000 animais registrados no país segundo estimativas do setor. O Morgan, mais voltado a equoterapia, lazer e exibição, ficou em escala muito menor.³ ¹⁹

A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Morgan foi fundada em 1994, com sede em Porto Alegre, e está registrada no MAPA OSC, Mapa das Organizações da Sociedade Civil mantido pelo Ministério do Planejamento.²²

O registro genealógico no Brasil opera em parceria com o Herd Book Collares, entidade gaúcha que mantém serviços de registro para várias raças equinas.¹⁹

Estimativas reproduzidas por publicações setoriais brasileiras situam o plantel atual em torno de 2.000 animais, número que carece de confirmação por dados oficiais consolidados da associação.³ ²³

Linha do tempo

1789Nasce Figure em West Springfield, Massachusetts. Pais disputados, possivelmente True Briton e égua Wildair.
1791Justin Morgan recebe Figure como pagamento de dívida e leva o cavalo a Randolph, Vermont.
1796Figure vence dois cavalos de Nova York em corrida em Brookfield, na estrada hoje conhecida como Morgan Mile.
1798Justin Morgan morre de tuberculose em Randolph, falido. Figure passa por sete proprietários nos anos seguintes.
1817Figure é montaria de desfile do presidente James Monroe em Montpelier, Vermont.
1821Figure morre aos 32 anos em Chelsea, Vermont, de infecção causada por coice.
1861-1865Morgans servem em larga escala na Guerra Civil Americana. Rienzi (Sheridan) e Little Sorrel (Stonewall Jackson) ficam famosos.
1894Joseph Battell publica o primeiro volume do Morgan Horse and Register.
1907USDA inaugura a U.S. Government Morgan Horse Farm em Weybridge, Vermont, sobre a propriedade doada por Battell em 1906.
1909Fundação do Morgan Horse Club, futura AMHA, na Vermont State Fair.
1948AMHA fecha o stud book. Apenas filhos de pais registrados podem ser inscritos.
1951USDA encerra o programa federal. UVM herda a fazenda e 25 cavalos.
1961Morgan declarado animal oficial do estado de Vermont.
1971Morgan Horse Club é renomeado American Morgan Horse Association.
1994Fundação da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Morgan, em Porto Alegre.
2019Estudo de cromossomo Y publicado em Scientific Reports confirma que a paternidade Morgan moderna forma haplotipo próprio Tb-oB2a.
2025Nasce Newmont's Promises Kept, primeiro filho registrado de UVM Promise (1966-1995) em 30 anos, via ICSI com sêmen congelado nos anos 1990.

Curiosidades

A música que o homem deixouJustin Morgan, o homem, foi compositor antes de ser dono de cavalo. Seu hino Montgomery, baseado no Salmo 63, está entre as cem peças mais publicadas no século XVIII americano. Quatro de suas composições aparecem na edição de 1991 de The Sacred Harp, livro tradicional de canto coral americano ainda em uso em comunidades dos Apalaches. Outra peça sua, o Judgment Anthem, foi o primeiro hino publicado em notação shape-note, em 1801. A raça que carrega seu nome é mais conhecida que sua música, mas as duas continuam vivas. 
Sheridan's Ride virou poema, pintura e estátuaA galopada de Rienzi entre Winchester e Cedar Creek em 1864 foi narrada por Thomas Buchanan Reed no poema Sheridan's Ride, que virou texto memorizado em escolas americanas por gerações. Foi também tema da pintura homônima de mesmo autor. A estátua de Sheridan montado em Rienzi está em Sheridan Circle, em Washington, e em Albany, Nova York. Quando Rienzi morreu em 1878, o general mandou preservar o cavalo. O animal sobreviveu a três incêndios em museus militares antes de ser transferido em 1922 ao Smithsonian, onde permanece em exibição com a sela e os arreios originais. ¹⁰
Comanche, Little Sorrel e a memória americanaTrês Morgans estão hoje preservados em museus dos Estados Unidos, cada um numa cidade diferente. Rienzi, no Smithsonian em Washington. Little Sorrel, parcialmente, no VMI Museum em Lexington, Virgínia, com os ossos cremados ao pé da estátua de Stonewall Jackson. Comanche, no Museu de História Natural da Universidade do Kansas. Nenhuma outra raça americana tem três representantes empalhados em museus por motivos históricos distintos.
O sêmen congelado que voltou em 2025UVM Promise, garanhão Government nascido em 1966, foi devolvido à fazenda da Universidade de Vermont em 1988 para se aposentar como reprodutor. No início dos anos 1990, equipe da UVM coletou e congelou seu sêmen em nitrogênio líquido. UVM Promise morreu em 1995, aos 29 anos. Em fevereiro de 2024, mais de três décadas depois, equipe combinando UVM Morgan Horse Farm, a criadora Margaret Gladstone, da Newmont Morgans, e o laboratório Equine Medical Services, no Missouri, usou ICSI, técnica que isola e injeta um único espermatozoide viável diretamente no óvulo, para superar a baixa motilidade do material congelado. A prenhez foi confirmada. Em 2025 nasceu Newmont's Promises Kept, primeiro filho de UVM Promise registrado em 30 anos.¹⁸

Ficha técnica

NomeCavalo Morgan · Morgan horse
OrigemEstados Unidos. Nova Inglaterra. Fundador único: Figure, nascido em 1789 em West Springfield, Massachusetts.
Stud book mundialAMHA — American Morgan Horse Association. Fundada em 1909 (Morgan Horse Club), renomeada em 1971. Sede em Lexington, Kentucky, no Kentucky Horse Park, desde 2020. Stud book fechado desde 1948.
BrasilAssociação Brasileira de Criadores do Cavalo Morgan. Fundada em 1994. Sede em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Registro em parceria com Herd Book Collares.
Famílias modernasGovernment, Brunk, Lippitt, Western Working. Cada uma com programa de origem distinto, mantendo o mesmo padrão racial.
Altura1,42 m a 1,55 m na cernelha. Maioria próxima de 1,50 m.
Peso360 kg a 550 kg.
PelagemCastanho, baio, alazão (predominantes); preto, palomino, lobuno, cinza, gateado. Marcações brancas leves aceitas. Manchas extensas desqualificam.
AptidõesSela e atrelagem versátil, equoterapia, lazer, exibição, atrelagem combinada, trabalho com gado (na linha Western Working).
Plantel mundialCerca de 90.000 animais vivos registrados, com mais de 179.000 inscritos no histórico da AMHA. Números a partir de registros da própria associação, divulgados em 2010-2012.
Plantel no BrasilEstimado em torno de 2.000 animais segundo publicações setoriais brasileiras, sem dados oficiais consolidados disponíveis publicamente.
Condições genéticasPSSM1 (frequência alélica de 0,9% em McCue et al. 2010 e 0,35% no estudo AMHA/UC Davis 2022). Síndrome do Potro Frágil (PLOD1) e potro branco letal (frame overo): testes obrigatórios para garanhões reprodutores.
Expectativa de vida25 a 30 anos com manejo adequado. Casos documentados de animais ultrapassando 32 anos.
Status oficialAnimal oficial do estado de Vermont (1961). Cavalo oficial do estado de Massachusetts (1970).
Por que o Morgan é considerado a primeira raça americana?

Porque é a raça mais antiga formada inteiramente em solo americano, com fundador documentado e linhagem rastreável a um único garanhão por registro genealógico. Figure, nascido em 1789 em Massachusetts, é o ponto de convergência de pedigree de todo Morgan moderno. A afirmação se aplica ao registro genealógico, não a uma linhagem genética monolítica: éguas formadoras e cruzamentos posteriores também contribuíram para o conjunto. Outras raças americanas que vieram depois, como Quarto de Milha, Standardbred, Tennessee Walking Horse e American Saddlebred, têm influência direta de descendentes de Figure em sua formação. O registro genealógico Morgan começou em 1894 e foi fechado em 1948.² ⁵

Quem foi Justin Morgan, o homem que dá nome à raça?

Justin Morgan (1747-1798) foi um professor de canto coral, compositor de hinos religiosos, fazendeiro e tabelião municipal de Randolph, Vermont. Nascido em West Springfield, Massachusetts, mudou-se para Vermont em 1788. Era criador de cavalos como atividade secundária. Recebeu o potro Figure como pagamento de uma dívida em 1791. Morreu de tuberculose sete anos depois, sem saber que aquele cavalo fundaria uma raça inteira. Sua música, especialmente o hino Montgomery, ainda é cantada em coros tradicionais americanos.⁵ ⁶

Qual era a origem de Figure, o fundador do Morgan?

A paternidade de Figure é disputada. A versão mais aceita pela American Morgan Horse Association indica True Briton, um garanhão considerado de boa linhagem inglesa, possivelmente Puro-Sangue Inglês. Outras hipóteses sugerem influência de Welsh Cob ou Friesian. A égua-mãe pertencia à linhagem Wildair, criada pelo próprio Justin Morgan. A indefinição é parte da história: Figure produziu uma raça com características próprias que não correspondiam exatamente a nenhum de seus possíveis ancestrais, o que levou os criadores do século XIX a chamá-lo de um sport genético.⁵ ⁷

Quais raças americanas foram influenciadas pelo Morgan?

O Quarto de Milha, o Standardbred, o Tennessee Walking Horse e o American Saddlebred receberam influência genética direta do Morgan em sua formação. Black Hawk, neto de Figure, é considerado garanhão fundador do Standardbred e teve papel relevante também no Saddlebred e no Tennessee Walking. Em raças ferais americanas como o Mustang, estudos genéticos com 8.500 amostras mostraram que o sangue Morgan está entre os mais frequentes nos rebanhos do oeste, junto com o Quarto de Milha. O Morgan também influenciou o Hackney inglês através de garanhões exportados no século XIX.² ¹²

O que significa Government Morgan?

Government Morgan é o cavalo que descende do programa de criação federal operado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos entre 1907 e 1951, na fazenda doada por Joseph Battell em Weybridge, Vermont. O objetivo original era produzir cavalos de cavalaria para o Exército. O programa criou um tipo Morgan robusto, com ossatura forte e atletismo apurado, que se tornou uma das quatro famílias reconhecidas da raça moderna. Em 1951, o governo dispersou o rebanho. A Universidade de Vermont assumiu a fazenda e 25 cavalos, mantendo o programa de criação até hoje, considerado o mais antigo programa contínuo de criação Morgan no mundo.¹⁴ ¹⁶

O Morgan existe no Brasil?

Sim, mas em escala pequena. Segundo fontes brasileiras especializadas, ainda sem confirmação em documentação primária, a primeira importação ocorreu na década de 1920, motivada pelo interesse de melhorar a cavalaria do Exército Brasileiro. A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Morgan foi fundada em 1994, com sede em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Publicações setoriais brasileiras estimam o plantel nacional em torno de 2.000 animais, número modesto comparado a raças americanas que se popularizaram amplamente no Brasil, como o Quarto de Milha. A raça é conhecida por temperamento dócil e versatilidade, mas não conquistou nicho de mercado expressivo no país.³ ¹⁹ ²²

Qual a altura média do cavalo Morgan?

Entre 1,42 m e 1,55 m na cernelha, com a maioria dos animais modernos próximos de 1,50 m. É um cavalo compacto, considerado de tamanho médio para baixo dentro do universo das raças de sela. A compactação não compromete a força. Pelo contrário, é uma das características que historicamente impressionou: Figure, com cerca de 1,42 m, vencia em provas de tração cavalos significativamente maiores. O peso varia entre 360 kg e 550 kg conforme conformação e idade.¹ ¹⁹

A UVM Morgan Horse Farm em Weybridge, Vermont, hoje. O mesmo terreno que Battell doou em 1906, o mesmo programa que o USDA operou até 1951 e que a universidade herdou.

Fontes

  1. AMHA — American Morgan Horse Association. Site institucional oficial. Padrão racial, FAQ, história da raça e do registro, museu nacional. Disponível em: morganhorse.com.
  2. Wikipedia. Morgan horse. Síntese histórica completa com referências peer-reviewed e fontes especializadas. Pedigrees, famílias modernas, números do plantel mundial, condições genéticas. Consultado em maio de 2026. Disponível em: en.wikipedia.org/wiki/Morgan_horse.
  3. Compre Rural. Não é só versátil: o cavalo Morgan "escolhe" e cria uma ligação única com o dono. Abril de 2026. Histórico de importação à década de 1920, plantel brasileiro estimado, características de manejo. Disponível em: comprerural.com.
  4. Cavalus. Morgan Horse é uma raça antiga e versátil. Histórico de chegada da raça ao Brasil e referências brasileiras. Disponível em: cavalus.com.br.
  5. AMHA. Origin of the Morgan e The Life and Times of Figure. Páginas oficiais com cronologia detalhada da vida de Figure, sucessivos proprietários, paternidade aceita, eventos documentados. Disponível em: morganhorse.com/about-morgan/history e morganhorse.com/about/museum/the-life-and-times-of-figure.
  6. Wikipedia. Justin Morgan. Biografia do compositor e criador, datas de nascimento e morte, lista de hinos publicados, presença nas coleções The Sacred Harp e Shenandoah Harmony. Disponível em: en.wikipedia.org/wiki/Justin_Morgan.
  7. National Museum of the Morgan Horse / Morgan Horse Guide. Figure, founding stallion of the Morgan Horse breed. Cronologia completa dos proprietários, eventos públicos, debate sobre paternidade, hipóteses Welsh Cob e Friesian. Disponível em: morganhorseguide.com e nmmh.tripod.com.
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André Ferreira

André Ferreira

André é o responsável atual pela condução editorial e estratégica do Multicavalos, um portal voltado ao universo equestre. Entusiasta do ramo, André dedica-se ao estudo e à observação do setor, buscando compreender suas práticas, rotinas, desafios e evoluções.