O Instituto Russo de Criação de Cavalos, conhecido pela sigla VNIIK e sediado em Ryazan, guarda as duas datas dessa virada. Em 1932 a raça passou a ser criada em pureza. Em 1941 saiu o primeiro volume do livro genealógico estatal, o ГПК na sigla russa, que é o registro oficial mantido pelo Estado e reúne os animais aceitos como da raça.¹
Criar em pureza significava reproduzir dentro da população tida como da raça, deixando de fora os cruzamentos externos usados antes. Foi a partir daí que o Akhal-Teke moderno passou a ser definido por uma instituição.
O mesmo levantamento da FAO dá a medida do que esse registro abrangia. Os volumes III a V, publicados entre 1941 e 1975, somam 849 garanhões e 1.406 éguas; o volume VI, de 1981, traz 87 garanhões e 300 éguas.²
Os números não se comparam: os primeiros reúnem três volumes e mais de três décadas, o último é um volume só, e a FAO não informa o critério de nenhum deles. A diferença entre eles não mede o tamanho do plantel.
Os animais estavam na Turcomênia, no sul do Cazaquistão e no Cáucaso do Norte,² de modo que a raça do oásis de Akhal já era criada em três regiões distantes entre si.
As medidas do plantel estão no mesmo levantamento, tomadas em garanhões de haras: 158,3 centímetros de altura na cernelha, 159,8 de comprimento do corpo, da ponta da espádua à ponta da nádega, 176,3 de circunferência do tórax e 19,1 na canela, o osso entre o joelho e o boleto. As éguas vinham pouco abaixo em todas elas, com 157,1, 158,9, 176,0 e 18,8.² Hoje o VNIIK declara média de 159 a 160 centímetros na cernelha,¹ medida em outro momento e em outro conjunto de animais.
A associação americana da raça conta a cronologia institucional por outro caminho: para ela, o primeiro livro genealógico oficial com Akhal-Tekes é de 1941, e o do VNIIK passou a ser o livro internacional da raça em 1973.¹¹