Cavalos e Suas Origens: Bashkir Curly — O Cavalo de Nevada que Perde a Crina no Verão
Conheça o Bashkir Curly, o cavalo de Nevada que perde a crina no verão. Entenda a genética dos cachos, o erro da origem russa e sua hipoalergenicidade.
Conheça o Bashkir Curly, o cavalo de Nevada que perde a crina no verão. Entenda a genética dos cachos, o erro da origem russa e sua hipoalergenicidade.

No verão, os pelos do corpo perdem os cachos e ficam lisos ou levemente ondulados. A crina é o aspecto mais incomum: muitos Curly perdem completamente os pelos da juba durante o verão, e às vezes parte da cauda também. Os fios crescem de volta no outono. Acredita-se que esse mecanismo seja uma adaptação: a crina encaracolada em espiral ficaria completamente emaranhada ao longo dos anos se não caísse periodicamente. Os pelos que retornam são finos, macios e muito cacheados.¹ ² ⁷
Os pelos das canelas são cacheados ou ondulados e mantêm o comprimento o ano inteiro. Os cílios são sempre enrolados, mesmo em potros recém-nascidos, antes de qualquer outra característica da raça se manifestar.²
Não há evidência que sustente essa origem. O nome foi associado à raça depois de uma fotografia publicada em 1938 mostrar um cavalo cacheado russo. Pesquisas históricas e genéticas descartaram a ligação: não existem registros de cavalos cacheados na Bashkiria nem de importação de tais animais para a América. Em 1990, um projeto de identificação formal confirmou que o cavalo Bashkir russo não é ancestral do Curly americano. O nome se manteve pelo uso contínuo entre criadores.¹ ⁹
Muitos perdem, especialmente os que carregam a mutação KRT25. A perda pode ser completa (toda a crina e parte da cauda desaparecem no verão) ou parcial. Isso é normal para a raça e considerado uma adaptação evolutiva. Os pelos crescem de volta no outono. Animais com apenas a mutação SP6 tendem a manter a crina com mais volume ao longo do ano.³ ⁶ ⁷
Parcialmente confirmado, mas não garantido para todos. Estudos mostram que muitos cavaleiros com alergia a cavalos toleram bem os Curly, e uma pesquisa de 2024 propôs que os animais podem mediar tolerância imunológica. Análises de amostras de pelo e ar encontraram níveis de alérgenos similares a outras raças. Quem tem alergia deve fazer contato supervisionado antes de adquirir um animal.⁵
Não. A pelagem cacheada pode surgir de mutações independentes em diferentes populações equinas. Existe pelo menos uma outra mutação documentada (SP6) que produz cachos sem hipotricose e aparece com maior frequência no Missouri Fox Trotter. Cavalos cacheados registrados com o ABCR são considerados Bashkir Curly. Cavalos cacheados de outras origens podem ter pelagem similar sem compartilhar ancestralidade.³
Os indicadores mais precoces são os cílios torcidos e os pelos encaracolados dentro das orelhas, visíveis nas primeiras horas de vida. Como a mutação é dominante, qualquer potro que herda uma cópia do gene a expressa. Potros nascidos lisos de um progenitor Curly simplesmente não herdaram a mutação naquela geração, o que é estatisticamente esperado em aproximadamente metade dos cruzamentos.³ ⁶
Sim, dependendo da linhagem. Animais com KRT25 podem desenvolver hipotricose em grau variável. Linhagens com Quarto de Milha devem ser testadas para HYPP e PSSM. Uma pequena porcentagem dos Curly testados (2,8% num estudo) carregava a mutação de atrofia cerebelar associada principalmente a Árabes. A pelagem espessa pode acumular umidade e causar irritações de pele sem escovação adequada.² ⁶
É um dos cavalos mais indicados, por dois motivos que se somam: temperamento calmo e disposto, que facilita o trabalho com pacientes de diferentes perfis; e a possível tolerância imunológica que permite que cavaleiros alérgicos participem de programas terapêuticos. Essa combinação é rara no mundo equino.² ⁵ ⁷